A decisão de manter Jeffrey Epstein atrás das grades, pouco antes de sua morte, envolveu um detalhe que chamou a atenção internacional: o risco real de ele fugir para o Brasil. Documentos judiciais americanos, que vieram a público recentemente, mostram que a Justiça dos Estados Unidos considerou esse perigo como um fator crucial para negar a liberdade do financista. As autoridades temiam que seus vastos recursos e conexões internacionais lhe permitissem escapar do julgamento.
O pedido de prisão domiciliar foi feito pela defesa de Epstein em julho de 2019. Os advogados argumentavam que ele poderia aguardar o julgamento em sua mansão, sob vigilância. Os procuradores, no entanto, foram categóricos. Eles apresentaram ao juiz Richard Berman provas de que Epstein representava um "grave risco de fuga" e também um perigo para a sociedade.
A acusação alegava que o réu já havia intimidado testemunhas em processos civis anteriores. David Boies, advogado das vítimas, relatou ao tribunal que pessoas que cooperavam paravam de falar após serem contatadas por Epstein ou seus advogados. Esse histórico de interferência pesou na decisão, convencendo o juiz de que a detenção era necessária para garantir a justiça.
Os laços com o Brasil e o risco concreto
O ponto central para o risco de fuga eram os fortes vínculos de Epstein com o Brasil. A decisão judicial de 33 páginas destaca suas "extensas viagens" ao país. Mais importante: os Estados Unidos e o Brasil não têm um tratado de extradição em vigor. Sem esse acordo, trazer alguém de volta seria um processo judicial lento e incerto.
O documento é claro ao afirmar que perder bens valiosos nos EUA, como uma fiança milionária, não o impediria. No Brasil, ele teria riqueza significativa, emprego lucrativo e família. O texto judicial conclui que, aqui, ele teria "a garantia de nunca ser obrigado a comparecer a julgamento". Essa combinação de fatores tornava o país um refúgio potencial.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. Os juízes consideraram a totalidade das circunstâncias: recursos financeiros ilimitados, passaporte internacional e laços profundos com uma nação sem extradição. A conclusão foi que nenhuma condição de liberdade supervisionada garantiria sua presença no tribunal.
O contexto mais amplo do caso
A menção ao Brasil nos arquivos de Epstein não se limitava ao risco de fuga. As milhões de páginas do processo citam o país como destino de suas viagens com jovens e local de recrutamento de meninas. Há ainda registros de que ele considerou comprar uma agência de modelos brasileira para ter "acesso às mulheres".
Uma pasta específica sobre temas do Brasil foi encontrada em seus arquivos, com fotos recentemente reveladas. Esse histórico se soma a um passado criminal antigo. Em 2008, Epstein fez um acordo judicial por crimes sexuais e cumpriu 13 meses em regime privilegiado, com saídas diárias para trabalhar.
Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira. O novo processo federal, em 2019, reuniu alegações de mais de 80 vítimas. Sua prisão em julho daquele ano parecia um marco, mas o caso terminou de forma abrupta. Em 10 de agosto, Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela, supostamente por suicídio, deixando para trás uma série de perguntas sem resposta e um histórico de conexões que cruzavam fronteiras.
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