Um jovem jogador de futebol se viu no centro de uma tragédia no trânsito. Nicolas Bosshardt, atleta das categorias de base do São Paulo, foi colocado em liberdade provisória. A decisão judicial ocorreu após ele ser preso por atropelar e matar um idoso de 84 anos em Barueri.
O acidente aconteceu na noite de segunda-feira, por volta das dez da noite. A vítima atravessava a rua quando foi atingida pelo carro do atleta, um modelo BMW. O jogador havia jantado em um shopping com dois colegas pouco antes do ocorrido.
Os três amigos deixaram o local em carros separados. Os outros dois jogadores voltaram ao perceber o acidente e ajudaram no socorro. Nicolas permaneceu no local, acionou o resgate e depois foi à delegacia prestar esclarecimentos.
As versões contraditórias sobre o acidente
Uma testemunha presente no local deu uma informação crucial à polícia. Ela afirmou que os três veículos dos atletas circulavam em alta velocidade no momento. Essa declaração contrasta diretamente com o relato dos próprios jovens.
Os jogadores negaram veementemente a acusação de excesso de velocidade. Eles garantiram que trafegavam dentro do limite, a aproximadamente 50 quilômetros por hora. Também afirmaram que ninguém do grupo havia ingerido bebida alcoólica durante o jantar.
A defesa do atleta apresentou sua visão dos fatos em uma nota oficial. Segundo os advogados, o idoso atravessava a via fora da faixa de pedestres. O ponto da travessia seria considerado inadequado, de acordo com a versão apresentada.
As condições da liberdade provisória
Após uma audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória a Nicolas Bosshardt. Ele agora responderá ao processo em liberdade, mas sob uma série de regras rigorosas. A primeira medida foi a suspensão imediata de sua Carteira Nacional de Habilitação.
O jogador também ficou proibido de obter uma nova permissão para dirigir. Essa restrição vale até que uma nova decisão judicial seja tomada. Além disso, ele terá obrigações mensais perante a Justiça para manter sua liberdade.
Ele precisa comparecer mensalmente à Justiça e manter seu endereço sempre atualizado. Outra condição importante proíbe ausências longas de sua região sem autorização. Ele não pode se ausentar por mais de oito dias sem uma permissão judicial específica.
A postura do atleta e do clube
A defesa do jovem atleta destacou sua conduta após o acidente. Eles afirmaram que Nicolas prestou toda a assistência possível à vítima. O jogador também colaborou integralmente com as autoridades policiais desde o primeiro momento.
Os exames realizados na delegacia comprovaram dois pontos importantes. Foi constatado que o atleta não havia ingerido nenhuma bebida alcoólica. Sua Carteira Nacional de Habilitação também estava completamente regularizada na ocasião.
O São Paulo Futebol Clube se manifestou através de uma nota oficial. O clube corroborou as informações sobre a sobriedade e documentação do atleta. A instituição agora aguarda o andamento legal do processo para tomar outras providências.
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