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Israel barra cardeal e impede missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro

A Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, testemunhou um fato incomum neste Domingo de Ramos. Pela primeira vez em séculos, as celebrações principais não puderam acontecer. Dois dos principais líderes religiosos católicos no local foram impedidos de entrar no templo.

O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, padre Francesco Ielpo, foram detidos pela polícia israelense. Eles se dirigiam ao local de forma privada, sem intenção de realizar uma procissão pública. Mesmo assim, tiveram que retornar.

O episódio marca o início da Semana Santa de maneira tensa e triste. Para bilhões de cristãos ao redor do mundo, este é um período de reflexão profunda. Jerusalém, naturalmente, está no centro das atenções durante esses dias.

Um impedimento inédito e suas reações

As autoridades eclesiásticas descreveram a medida como descabida e desproporcional. Em comunicado, expressaram profunda tristeza aos fiéis. A oração em um dos dias mais sagrados foi barrada de forma inesperada.

A reação internacional foi rápida e crítica. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou o ato como uma ofensa direta aos crentes. O presidente da França, Emmanuel Macron, foi além e condenou a ação.

Macron também fez um alerta importante. Ele lembrou que o livre exercício do culto em Jerusalém deve ser garantido para todas as religiões. O incidente, para ele, se soma a outras violações preocupantes relatadas nos últimos tempos.

A justificativa de segurança e a contestação

Do outro lado, as autoridades israelenses mantêm uma posição baseada em segurança. Elas afirmam que todos os locais sagrados estão sob restrições. A regra vale para sinagogas, igrejas e mesquitas.

A decisão surgiu após os recentes ataques envolvendo o Irã. Reuniões públicas estão limitadas a cerca de cinquenta pessoas. O objetivo declarado é evitar grandes aglomerações que possam se tornar alvos.

No entanto, os religiosos contestam essa lógica no caso específico. Eles destacam que se dirigiam ao local de forma privada. Não havia, portanto, qualquer ameaça iminente de aglomeração ou risco à segurança pública.

Um precedente grave e o futuro

A declaração conjunta das lideranças católicas foi enfática. Elas classificaram o fato como um precedente extremamente grave. A decisão é vista como um afastamento dos princípios básicos de razoabilidade.

O respeito ao status quo histórico dos lugares santos também foi mencionado. A medida é considerada contaminada por considerações impróprias. Tudo isso fere a sensibilidade de milhões de pessoas que observam Jerusalém nesta época.

O evento tradicional da procissão do Domingo de Ramos já havia sido cancelado. Agora, até a missa dentro da igreja foi afetada. O clima é de incerteza sobre como se desenrolarão os próximos ritos da Semana Santa na cidade.

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