Um fato triste tomou conta da atmosfera após a partida entre Santos e Bragantino, no último domingo. Nos arredores da Neo Química Arena, na zona leste de São Paulo, o torcedor Alex Nunes Pinheiro do Carmo, de 37 anos, perdeu a vida de forma abrupta. Ele foi atropelado por um caminhão blindado da Tropa de Choque da Polícia Militar, que estava estacionado no local.
O acidente aconteceu em um momento de movimento, com pessoas deixando o estádio. Investigadores apontam uma combinação trágica de fatores para explicar a fatalidade. O veículo em questão é utilizado para acompanhar torcidas organizadas e possui uma cabine consideravelmente elevada.
O motorista fica posicionado a quase três metros do solo. Segundo a apuração preliminar, no momento da manobra, Alex estava a apenas dois metros da frente do caminhão. Essa proximidade criou um ponto cego crítico. O condutor simplesmente não conseguiu enxergar a vítima antes de iniciar o movimento.
A dinâmica do trágico acidente
A distância curta entre a vítima e o veículo foi determinante. Em blindados desse porte, a visão direta da área imediatamente à frente da cabine é muito limitada. O motorista depende de espelhos retrovisores e da percepção de espaço, que pode falhar em ambientes movimentados.
Equipes do Instituto Médico Legal e peritos criminais estiveram no local para coletar evidências. Eles vão reconstituir os passos finais de Alex e a trajetória do caminhão. O objetivo é esclarecer cada detalhe da sequência de eventos que levou ao atropelamento.
O caso foi registrado no 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa, como homicídio culposo na direção de veículo automotor. Essa classificação indica que, de acordo com as primeiras informações, não houve intenção de matar. A investigação agora busca entender se houve imperícia ou negligência por parte do condutor.
Os desdobramentos e a apuração
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública expressou profundo pesar pela morte do torcedor. A pasta informou que um Inquérito Policial Militar foi aberto para apurar a conduta dos agentes envolvidos. Esse procedimento é padrão em casos que envolvem policiais em serviço.
Agora, a investigação aguarda os laudos periciais para seguir adiante. Esses documentos são fundamentais. Eles vão atestar a causa da morte e fornecer dados técnicos sobre as condições do veículo e do local do acidente.
Esses laudos vão definir os próximos passos da responsabilização criminal. O trabalho da polícia é separar as circunstâncias infelizes de possíveis falhas operacionais. Enquanto isso, a família de Alex e a torcida do Santos lidam com a dor de uma perda inesperada e brutal.
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