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Índices futuros recuam com tensão EUA-Venezuela no radar

Após um dia de fortes ganhos, o clima nos mercados internacionais dá uma respirada. Os índices futuros de Wall Street abrem em leve queda nesta terça-feira, em um movimento natural de ajuste depois da euforia. Na segunda-feira, os principais indicadores americanos, como o Dow Jones, haviam fechado em novos recordes, animados pelo bom humor com as empresas dos Estados Unidos.

Esse otimismo foi alimentado por dois fatores recentes. Primeiro, a reação do mercado à crise política na Venezuela, que afeta o setor de petróleo. Segundo, declarações do presidente Donald Trump incentivando mais investimentos da indústria petrolífera dentro do país. São eventos que mostram como notícias geopolíticas impactam diretamente o bolso do investidor.

Enquanto isso, os agentes financeiros têm uma agenda cheia para acompanhar. No Brasil, o foco se volta para a divulgação dos dados da balança comercial de dezembro. Esse número ajuda a entender a saúde do setor externo e pode influenciar o comportamento do dólar. Mais cedo, o IPC-Fipe traz um termômetro valioso para a inflação que atinge o consumidor paulistano.

### O cenário pelo mundo

No exterior, os olhos se voltam para os índices de atividade das principais economias, os PMIs de dezembro. A inflação preliminar da Alemanha também entra no radar, dando pistas sobre a direção da economia europeia. Nos Estados Unidos, um discurso de um membro importante do Federal Reserve será monitorado de perto para quaisquer sinais sobre os juros futuros.

Os preços do petróleo, que subiram na véspera, dão uma pequena trégada. A alta anterior refletia a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento venezuelano, dono das maiores reservas do mundo. É um lembrete de que commodities são sensíveis a tensões globais, afetando desde o posto de gasolina até o balanço das empresas.

Na Europa, as bolsas operam em terreno misto. Enquanto alguns índices avançam, outros recuam, em um dia de movimentos mais moderados. Os investidores do Velho Continente assimilam os dados econômicos locais enquanto observam os desdobramentos políticos do outro lado do Atlântico.

### O dia no Brasil

Por aqui, o Ibovespa conseguiu se recuperar completamente do tombo do primeiro dia útil do ano. A bolsa brasileira fechou a segunda-feira com uma alta confortável, puxada principalmente pelas ações das grandes empresas. O dólar, por sua vez, recuou frente ao real, em um movimento que alivia um pouco a pressão sobre os preços internos.

O principal índice da B3 seguiu o ritmo positivo do mercado externo, especialmente impulsionado pelo clima em torno do petróleo. No cenário doméstico, os agentes digeriram o primeiro Boletim Focus do ano. A projeção para a inflação em 2026 subiu uma mínima, enquanto a expectativa para a taxa básica de juros se manteve estável.

Agora, a próxima parada importante para o mercado brasileiro será a divulgação do IPCA de dezembro, prevista para o final desta semana. Esse é o principal indicador oficial de inflação e sempre causa movimentação. Enquanto isso, o discurso do vice-presidente Geraldo Alckmin sobre a balança comercial será acompanhado para entender a visão do governo.

### Movimentos na Ásia e nos Estados Unidos

As bolsas asiáticas tiveram um fechamento sem uma direção única. Enquanto os índices do Japão bateram novos recordes históricos, a Coreia do Sul registrou quedas. Um setor que se destacou positivamente em toda a região foi o de defesa, com ações de empresas do ramo registrando altas expressivas.

Na Coreia do Sul, papéis de companhias aeroespaciais chegaram a subir mais de 10% durante o dia. No Japão, fabricantes de equipamentos pesados também tiveram performances robustas. Esse movimento reflete um aumento global no interesse por empresas ligadas à segurança e à indústria bélica.

Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam uma abertura em terreno negativo, um pequeno passo para trás após a corrida. A atenção dos investidores americanos se volta para os próximos passos da administração Trump, que deve se reunir com executivos do setor de petróleo ainda esta semana para discutir a produção.

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