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Índice de Atividades Turísticas (Iatur) do Ceará cresce 7,3% em 2025 e supera índices do Brasil e dos estados nordestinos

O turismo no Brasil vive um momento interessante, com destinos se recuperando em ritmos diferentes. Um estudo recente analisou o desempenho do setor na última década, com foco especial no Nordeste. Os números revelam histórias de resiliência, quedas bruscas e recuperações vigorosas ao longo desse período.

O Ceará, em particular, chama a atenção no cenário mais recente. Em 2025, o estado foi o principal motor de crescimento do segmento no país. Seu índice de atividades turísticas subiu 7,3%, um ritmo muito acima da média nacional. Essa performance robusta consolida uma trajetória de destaque no Nordeste.

A Bahia também apresentou um crescimento sólido, de 6,6%. Outros estados da região, como Rio Grande do Norte e Pernambuco, registraram taxas próximas à do Brasil. Alagoas, por outro lado, ficou um pouco para trás nesse último ano. A análise mostra como cada localidade reagiu de forma única aos altos e baixos da economia.

Uma década de altos e baixos

A jornada do setor turístico começou de forma complicada. Entre 2015 e 2016, o país enfrentava uma forte recessão econômica. Naturalmente, o turismo sentiu o impacto. Quase todos os estados acompanharam a retração nacional. A exceção foi Alagoas, que conseguiu manter um crescimento positivo próximo de 3% naquele início difícil.

A partir de 2017, com o fim oficial da recessão, as coisas começaram a mudar. O turismo nacional, porém, demorou um pouco para reagir. Enquanto a economia brasileira dava os primeiros sinais de expansão, o setor ainda registrava números negativos. Foi quando o Ceará começou a se destacar, mostrando uma leve alta de quase 1%.

O ano de 2018 marcou uma virada mais clara. A atividade turística cearense disparou, crescendo 6,6%. Foi a maior taxa entre todos os estados analisados, deixando para trás tanto a média nacional quanto a dos seus vizinhos. Esse momento mostrou a capacidade do estado de se recuperar e crescer com força própria.

O impacto profundo da pandemia

A tendência de crescimento foi interrompida de forma brusca em 2020. A crise sanitária global atingiu em cheio o turismo, causando quedas históricas. O Ceará, que vinha em alta, registrou a maior retração não só do Nordeste, mas de todo o país. Foi um período de portas fechadas e incertezas para todo o setor.

A recuperação, felizmente, veio em forma de "V". Já em 2021, os números começaram a subir de novo. Em 2022, a retomada foi explosiva. Alagoas liderou com um crescimento impressionante de 38%, seguido de perto pelo Ceará, que avançou quase 37%. O Brasil, como um todo, cresceu 30% naquele ano.

Essa euforia, no entanto, deu lugar a um ajuste em 2023. O Ceará e o Rio Grande do Norte tiveram pequenas quedas, indicando uma normalização após o salto pós-pandemia. Foi um movimento de consolidação, mostrando que o caminho da recuperação nem sempre é uma linha reta ascendente.

Cenário atual e perspectivas

Em 2024, o cenário apontou para uma convergência. Ceará e Pernambuco tiveram performances muito similares e superaram o crescimento nacional. A Bahia foi ainda mais além, fechando o ano com uma alta expressiva de 8,4%. Parecia que os principais destinos estavam encontrando um ritmo mais harmonioso.

O dado mais recente, de 2025, quebrou essa sincronia de forma positiva. O Ceará acelerou novamente e assumiu a liderança do dinamismo turístico nacional. O estado provou que possui uma vocação sólida para o setor, capaz de se reinventar e crescer mesmo em cenários desafiadores.

Olhando para toda a década, fica claro que o turismo é um setor sensível aos ciclos econômicos, mas com grande resiliência. Cada destino traçou sua própria rota de recuperação, com velocidades e momentos diferentes. A capacidade de se adaptar continua sendo o maior trunfo para o futuro.

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