Imagens inéditas mostram em detalhes como um dos maiores roubos da história recente da França foi executado. A rede de televisão TF1 divulgou novos vídeos do circuito interno do Museu do Louvre. As cenas revelam o momento exato em que um ladrão segura uma das joias da Coroa, durante o assalto de outubro do ano passado.
O prejuízo foi colossal, estimado em cerca de 550 milhões de reais. No total, oito peças invaluáveis foram levadas pelos criminosos. A ação rápida e ousada chocou o mundo e expôs falhas de segurança em um dos locais mais vigiados do planeta.
As imagens servem como um estudo frio de um crime quase perfeito. Elas permitem entender o passo a passo dos assaltantes dentro da galeria. Agora, o público pode ver com clareza o que antes eram apenas relatos da polícia e especulações da imprensa.
A cena do crime em detalhes
O vídeo mostra um homem encapuzado, todo de preto e com um colete amarelo, diante de uma vitrine na Galeria de Apolo. Ele opera uma máquina para serrar a estrutura de proteção das joias. A precisão do movimento indica um planejamento meticuloso e conhecimento prévio do local.
Em seguida, o criminoso começa a desferir socos contra o vidro até que ele cede. A violência do gesto contrasta com a frieza inicial. Apenas depois de abrir uma brecha ele acena para um comparsa, que usa uma máscara de gás para cobrir o rosto.
A dupla age com velocidade impressionante, mas sem correria aparente. Eles sabiam exatamente quais peças queriam e onde estavam. A tranquilidade dentro do museu lotado é um dos aspectos mais surpreendentes de todo o registro.
A operação de invasão
Tudo começou por volta das nove e meia da manhã de um sábado, pouco após a abertura do Louvre. O grupo usou um caminhão e uma escada mecânica para alcançar uma janela do primeiro andar. Esse ponto específico não era blindado, uma vulnerabilidade explorada pelos ladrões.
Uma vez dentro, vestiram uniformes para se disfarçar de funcionários do museu. O disfarce permitiu que se movessem com certa liberdade pelos corredores. Essa etapa foi crucial para chegarem até a galeria sem levantar suspeitas imediatas.
A fuga foi feita com motos de alta potência, já esperando do lado de fora. Toda a operação, da invasão à saída, durou cerca de sete minutos. A rapidez foi a chave para o sucesso inicial do plano, antes que os sistemas de segurança pudessem reagir em sua totalidade.
O que foi levado e o desfecho
Além das oito joias roubadas, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, também foi arrancada. Esta peça, no entanto, foi encontrada danificada nas proximidades do museu. Os criminosos provavelmente a abandonaram por considerar seu transporte muito difícil ou chamativo.
A polícia francesa já prendeu suspeitos envolvidos no esquema. A investigação, porém, segue um grande mistério: as joias principais ainda não foram localizadas. Especialistas acreditam que elas podem já ter sido desmontadas para venda no mercado negro.
O caso levanta debates sobre a proteção de acervos públicos de valor inestimável. Como um símbolo máximo da cultura pode ser violado em plena luz do dia? As novas imagens não mostram apenas um roubo, mas uma lição sobre vulnerabilidade.
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