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Ibovespa sobe forte no embalo do exterior e IPCA-15

A Bolsa de Valores brasileira teve um dia de forte recuperação nesta terça-feira. Após um fechamento em queda na véspera, o Ibovespa subiu expressivos 1,46%, alcançando 160.455 pontos. O movimento veio acompanhado de um clima de maior otimismo entre os investidores, que encontraram motivos para comemorar tanto aqui quanto no exterior.

Dois fatores principais impulsionaram essa virada. No cenário internacional, os dados econômicos dos Estados Unidos surpreenderam positivamente. Por aqui, a prévia da inflação oficial trouxe uma notícia aliviadora para o bolso do brasileiro. Esses ingredientes foram suficientes para renovar o apetite por ativos de risco.

Além disso, o noticiário político doméstico apresentou uma trégua momentânea, com menos ruídos e polêmicas de alto impacto. Essa calmaria relativa permitiu que o mercado focasse sua atenção nos indicadores econômicos, que foram predominantemente favoráveis. O resultado foi uma sessão amplamente positiva, com a maioria das ações subindo.

O que animou os investidores

A primeira boa notícia veio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15, uma prévia da inflação oficial, subiu apenas 0,25% em dezembro. O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 0,27%. Esse dado reforça a percepção de uma desaceleração gradual nos preços.

Isso é crucial porque sinaliza que o custo de vida pode estar começando a ceder. Para o banco central, números como esse dão mais espaço para eventualmente discutir reduções na taxa básica de juros no futuro. A inflação sob controle é um dos pilares para o crescimento sustentável da economia.

O segundo ponto positivo partiu dos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto do terceiro trimestre cresceu 4,3%, superando as projeções. Um crescimento robusto sem gerar inflação excessiva alimenta a tese de um "pouso suave" para a maior economia do mundo. Esse cenário pode levar o Federal Reserve a manter os juros estáveis por mais tempo.

Setores que se destacaram

Com a perspectiva de juros estáveis ou até menores no horizonte, alguns setores da bolsa brasileira brilharam. As empresas mais sensíveis à taxa de juros e ao ritmo da economia doméstica lideraram os ganhos. O varejo e as construtoras estiveram entre as maiores altas do dia.

As companhias de concessão de serviços públicos e os bancos também tiveram performances sólidas. Esses segmentos costumam ser beneficiados por um ambiente de menor incerteza e por expectativas de maior atividade econômica. Foi um dia de ganhos generalizados nesses setores.

Por outro lado, algumas poucas ações fecharam no vermelho. A Vale recuou levemente em uma correção técnica pontual, após uma sequência de altas. A Suzano, por sua vez, sentiu a pressão da desvalorização do dólar frente ao real, já que suas exportações são cotadas na moeda americana.

O cenário internacional

As bolsas norte-americanas também tiveram um dia positivo, contribuindo para o humor por aqui. O índice S&P 500 bateu um novo recorde histórico de fechamento. Setores como comunicação e tecnologia puxaram os ganhos, mostrando a força diversificada do mercado.

O dia foi marcado pela divulgação de uma série de indicadores econômicos que estavam represados devido a uma paralização prolongada do governo americano. O destaque foi justamente o forte número do PIB, que já mencionamos. Esse dado consolidou as apostas do mercado.

Os investidores agora acreditam que o Federal Reserve manterá os juros inalterados no início do próximo ano. O Dow Jones subiu 0,16%, enquanto o Nasdaq avançou 0,57%. O desempenho das bolsas globais cria um ambiente externo mais propício para investimentos em mercados emergentes como o brasileiro. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec.

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