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Você já parou para pensar quantas histórias uma cidade como Fortaleza pode guardar? São décadas de acontecimentos que moldam o dia a dia de todos nós. Para narrar esses capítulos, é preciso mais do que um microfone ou uma caneta. É preciso estar lá, sentir o pulso da rua e entender as pessoas. Essa é a essência de um trabalho jornalístico que se confunde com a própria história local.

Imagine acompanhar os fatos mais importantes das últimas décadas no Ceará. Desde casos que ganharam o país até as conversas corriqueiras no aeroporto. Esse olhar apurado e essa experiência rara são patrimônios de quem viveu a notícia por dentro. É um conhecimento que se adquire com anos de redação, de coberturas tensas e de muito ouvido atento ao que o povo fala.

Esse trajeto não se faz sozinho. É uma jornada ao lado de colegas, em veículos que se tornaram referência. Passar por tantas redações é como ter vários pontos de vista da mesma cidade. Cada uma delas conta uma parte da mesma história. E o mais valioso, no fim, é poder compartilhar esse aprendizado com o maior número de pessoas possível.

Uma carreira construída no dia a dia

Foram mais de três décadas dedicadas ao jornal O POVO, um marco no estado. Nesse período, a atuação se expandiu para as redações da TV Cidade, da TV Ceará e da TV COM, que hoje é a TV Diário. Também houve passagens como repórter por outros grandes nomes da imprensa cearense. Essa pluralidade de experiências permite enxergar a notícia por diferentes ângulos, algo fundamental para uma cobertura isenta.

O rádio sempre foi uma paixão paralela, mostrando que uma boa história pode ser contada de muitas formas. A voz do repórter também ecoou pelas ondas da Rádio O POVO/CBN, levando informação com a agilidade que só o rádio proporciona. E para quem gosta de ler as fofocas do alto, havia a Coluna do Aeroporto. Já a Coluna Vertical era outro espaço para textos que iam direto ao ponto.

O reconhecimento por esse trabalho veio de várias frentes. Uma delas foi fazer parte da equipe que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo, um dos mais tradicionais do país, pela cobertura do famoso caso do furto ao Banco Central em Fortaleza. É a prova de que o jornalismo de impacto exige persistência e trabalho em equipe.

Do jornalismo tradicional ao digital

A comunicação evolui e o jornalista precisa evoluir com ela. A especialização em Marketing pela UFC foi um passo nessa direção, entendendo melhor como as mensagens chegam às pessoas. Esse conhecimento se soma à prática das ruas e das redações. É a junção do "como contar" com o "o que contar" em um mundo cada vez mais conectado.

O reconhecimento também veio em forma de gratidão de instituições sérias. Comendas como a Boticário Ferreira e a Antonio Drumond, da Câmara Municipal, ou o título de Amigo dos Bombeiros e da Defensoria Pública do Ceará, não são apenas honrarias. São sinais de um trabalho que respeita e dialoga com todos os setores da sociedade, sempre buscando o interesse público.

Hoje, o contato com o público continua firme e até mais próximo. A experiência acumulada migrou para o blogdoeliomar.com, um espaço pessoal para reflexões e análises. E a voz, acostumada a narrar grandes eventos, agora conversa diariamente com o interior do estado, em nove emissoras de rádio. É uma forma de manter os laços, contar as novas histórias e seguir ouvindo as pessoas, que são, no fim, a melhor fonte de todas.

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