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Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

O governo federal fez uma proposta aos estados para tentar segurar o preço do diesel nas bombas. A ideia é zerar, por um tempo, o imposto estadual que incide sobre a importação do combustível. Em troca, a União se compromete a cobrir metade da receita que os governos estaduais deixariam de arrecadar.

A medida foi apresentada em uma reunião virtual com os secretários estaduais da Fazenda. O objetivo é conter a pressão de alta nos preços, que preocupa tanto o bolso do consumidor quanto a logística do país. A situação ganhou urgência com a tensão no Oriente Médio, que afeta o petróleo no mercado mundial.

O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome. Quando o valor internacional dispara, o preço para trazer o produto para cá sobe na mesma proporção. O receio é que essa conta chegue rapidamente ao posto de gasolina, pressionando a inflação e o custo de transporte de mercadorias.

Impacto financeiro da proposta

A estimativa do governo federal é que a isenção do ICMS sobre importações represente uma renúncia de três bilhões de reais por mês para os estados. Desse total, um bilhão e meio seria reposto pelos cofres da União como compensação. A proposta tem caráter temporário, valendo até o final do mês de maio.

Se aprovada e mantida até lá, o impacto total no período chegaria a seis bilhões de reais. Metade desse valor continuaria sendo assumido pelo governo federal. A equipe econômica reforça que a ação busca equilibrar a responsabilidade fiscal com a necessidade prática de proteger a economia e o abastecimento.

A ideia é evitar um descolamento muito grande entre o preço internacional e o praticado aqui. Se a diferença ficar muito alta, as importações podem simplesmente parar, gerando risco real de desabastecimento. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.

A decisão final e o diálogo com os estados

A última palavra sobre a adoção da medida depende dos governadores. O tema será discutido novamente em uma reunião presencial marcada para o final deste mês. A proposta surge após uma resistência inicial dos estados, que não querem abrir mão de arrecadação sem uma compensação financeira clara.

Desta vez, o governo federal deixa claro que não pretende impor nenhuma decisão. A abordagem é de diálogo, diferente do que aconteceu em 2022. Na ocasião, a redução do ICMS foi decidida e os estados ficaram no prejuízo, tendo que buscar a compensação posteriormente com o novo governo.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda destacou a importância desse acordo conjunto. Ele afirmou que a medida é um esforço para garantir uma oferta firme de diesel no país, protegendo a população e a atividade econômica, sempre dentro de um quadro de responsabilidade fiscal.

Outras ações em andamento

Esta proposta não está isolada. Ela se soma a outras ações já anunciadas para tentar estabilizar os preços. O governo já reduziu temporariamente tributos federais, como PIS e Cofins, que incidem sobre o diesel. Também existem subsídios voltados para a produção interna do combustível.

Outra frente importante é o combate a abusos. Um acordo entre a ANP e a maioria dos estados permite o compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis. A medida reforça a fiscalização e ajuda a coibir preços fora do patamar adequado no varejo.

Seis estados, no entanto, pediram mais tempo para analisar esse acordo de compartilhamento de dados. Enquanto isso, o governo monitora de perto o setor de transportes. O fantasma da paralisação de caminhoneiros, como a que ocorreu em 2018, torna qualquer sinal de alta no diesel uma questão de urgência máxima. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.

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