Você sempre atualizado

Goleiro Bruno é considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro

A situação do goleiro Bruno Fernandes tomou um novo rumo nesta semana. A Justiça do Rio de Janeiro agora o considera oficialmente foragido da lei. Tudo porque ele deixou o estado sem a devida autorização judicial, descumprindo as regras da sua liberdade condicional. O mandado de prisão foi expedido, mas ele não se apresentou às autoridades.

Ele viajou para o Acre no meio de fevereiro, onde chegou a atuar em uma partida de futebol. A equipe do Vasco, do Acre, contou com ele em um jogo válido pela Copa do Brasil. Apesar da participação em campo, o time acabou eliminado da competição nos pênaltis. A ida ao Norte do país, sem aval da Justiça, foi o estopim para a revogação do benefício.

O juiz responsável pelo caso foi enfático na sua decisão. Ele destacou que as atitudes do atleta demonstram um claro desrespeito às condições que lhe permitiram estar em liberdade. Alegar desconhecimento das regras não seria uma justificativa aceitável. Com isso, a determinação é que ele retorne ao sistema prisional para cumprir pena no regime semiaberto.

O descumprimento das regras

A liberdade condicional não é um direito irrestrito, mas uma concessão com regras bem específicas. Uma das condições básicas é que o beneficiado não pode se ausentar da sua comarca sem uma permissão formal. Bruno Fernandes deixou o Rio de Janeiro e foi para outro estado distante, o Acre. Esse movimento, por si só, configura uma violação grave dos termos acordados.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. A situação ficou ainda mais clara quando ele foi a campo por um time local. A prática de uma atividade pública como um jogo profissional torna a ausência ainda mais evidente. A Justiça entende que isso mostra uma falta de compromisso com o processo de reintegração.

O juiz Rafael Estrela Nóbrega avaliou toda a conduta recente do goleiro. Para a corte, ficou caracterizado um descaso com a oportunidade que lhe foi dada. A decisão judicial não deixa margem para dúvidas sobre a gravidade do ato. Agora, o caminho determinado pela lei é o retorno à prisão para continuar cumprindo a sua pena original.

O histórico do caso

A condenação que originou toda essa situação é antiga e bastante conhecida. Em 2013, Bruno Fernandes foi sentenciado a 23 anos de prisão. O crime envolveu o homicídio qualificado, sequestro e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, sua ex-namorada. A modelo, que era mãe do filho do atleta, desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi localizado.

Ao longo dos anos, ele conseguiu alguns benefícios dentro do sistema penal. Em 2019, houve a progressão para o regime semiaberto, que é menos rígido. Posteriormente, em janeiro do ano passado, ele atingiu a condição de liberdade condicional. Esse estágio é a fase mais avançada, mas exige total obediência às normas estabelecidas pela Justiça.

Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira. A recente decisão mostra que a justiça monitora de perto esses casos. A revogação do benefício serve como um lembrete de que as condições são para ser cumpridas à risca. O sistema não abre mão do seu poder de fiscalização sobre aqueles que estão em regime de livramento.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.