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Globoplay estreia série sobre recomeços aos 40+ em homenagem ao mês das mulheres

Chegar aos 40 não é o fim da linha. Muito pelo contrário. É um novo capítulo, cheio de reviravoltas, descobertas e, claro, algumas crises bem particulares. É sobre isso que uma nova série brasileira vem conversar, de um jeito leve e verdadeiro. Ela fala de recomeços, amizades que salvam e da coragem de se redescobrir depois de certa idade.

A série “Juntas & Separadas” chega ao Globoplay no dia 12 de março. Todos os dez episódios estarão disponíveis de uma vez, perfeitos para uma maratona envolvente. A história acompanha a vida de quatro amigas que precisam navegar pelas águas, muitas vezes turbulentas, da maturidade.

Elas lidam com separações, inseguranças e a pressão social. Mas também encontram força no apoio mútuo e na possibilidade de um novo começo. A proposta é justamente humanizar essas mulheres, mostrando seus defeitos e qualidades sem qualquer idealização.

A trama promete equilibrar humor e momentos de vulnerabilidade. As protagonistas se reúnem em bares, trocam confidências à noite e constroem uma rede de apoio essencial. Essa amizade funciona como um antídoto poderoso contra a solidão que grandes mudanças podem trazer.

O núcleo das quatro amigas

Laura é interpretada por Sheron Menezzes, enquanto Natália Lage vive Ana Lia. Luciana Paes dá vida à Joana, completando o quarteto principal. Cada uma traz uma história diferente, um desafio único e uma personalidade marcante para a dinâmica do grupo.

Elas representam facetas diversas da experiência feminina após os 40. Juntas, formam um porto seguro onde podem ser quem realmente são, sem julgamentos. A narrativa se constróí justamente nesses encontros e conversas francas.

A série evita clichês e aposta na autenticidade. São mulheres que já acumulam bagagem, erros e acertos. Agora, encaram a vida com uma mistura de cansaço e determinação renovada. O foco está no recomeço, e não no início da jornada.

A jornada particular de Claudinha

Claudinha, vivida por Debora Lamm, é um exemplo dessas camadas. Ela é professora de química e mãe de duas filhas, tentando dar conta de tudo. Sua rotina é um malabarismo entre trabalho, cuidados com a casa e a criação das meninas.

Ainda precisa lidar com a pressão do ex-marido, que quer voltar, e da mãe, que não aceita a separação. Seu escape é o bordado, uma terapia silenciosa para organizar os sentimentos. Até que um novo interesse amoroso a coloca diante de desejos nunca explorados.

Essa descoberta transforma uma crise conjugal em uma questão existencial. É um processo de aceitação e coragem que muitas pessoas podem reconhecer. A personagem mostra como a vida pode surpreender e nos reinventar em qualquer idade.

A voz por trás da história

A autora Thalita Rebouças, conhecida por sucessos infantojuvenis, assina sua primeira obra para o público adulto. Ela se inspirou em uma vivência íntima: o fim de seu próprio casamento aos 40 anos. A menopausa e a redescoberta do corpo também são temas que traz para o roteiro.

Juliana Araripe é co-roteirista, e a direção geral fica por conta de Mini Kerti. A direção de episódios é de Rebeca Diniz e Jéssica Queiroz. Thalita define a série com uma palavra simples, porém poderosa: amizade. É esse o pilar central da narrativa.

A leveza e o humor, marcas registradas da autora, servem para abordar assuntos complexos. O objetivo é tratar de temas como envelhecimento e recomeço sem um tom pesado ou dramático excessivo. A vida segue, e rir dela pode ser a melhor terapia.

Um olhar para um público específico

O mercado audiovisual ainda privilegia narrativas sobre juventude. “Juntas & Separadas” aposta em personagens que já têm história para contar. Mulheres que acumulam experiências, mas que estão longe de ter todas as respostas.

A série fala diretamente com quem já viveu muito e ainda tem muito a viver. Esse talvez seja seu maior trunfo: a representatividade. Mostrar que a vida não para depois de uma data redonda no calendário, e que novos amores e identidades podem surgir.

A produção não oferece fórmulas mágicas ou finais perfeitos. Oferece identificação e um espelho para muitas pessoas. A simplicidade das conversas entre as amigas é onde a verdadeira magia acontece, criando um vínculo forte com o espectador.

A força da identificação

Não se trata apenas de assistir a uma história fictícia. É sobre se ver na tela, reconhecer as dúvidas e celebrar as pequenas vitórias. A série humaniza questões que muitas vezes são tratadas como tabu ou motivo de vergonha.

A abordagem empática permite rir das situações e se emocionar com as conquistas. Cada personagem carrega um pouco da realidade de muitas mulheres. Esse é o tipo de conteúdo que cria conversa e permanece no pensamento do público.

Ao final, mais do que uma série sobre o fim de coisas, é uma celebração do que está por vir. A narrativa deixa claro que recomeçar pode ser assustador, mas não se está sozinho. Bons amigos e uma dose de humor tornam a jornada muito mais leve e interessante.

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