Fortaleza tem um prefeito que gosta de dirigir. Ele mesmo pega o volante do próprio carro para seus compromissos pela cidade. Essa preferência pessoal cria um cenário curioso nos bastidores da segurança municipal.
A equipe de assessores e seguranças precisa se adaptar constantemente a essa rotina. Eles acompanham o prefeito Evandro Leitão há anos e conhecem bem seu estilo. A logística, no entanto, é mais complexa do que a de um gestor que usa o carro oficial com motorista.
O fato é que um deslocamento sem um veículo blindado e com trajeto predefinido exige protocolos específicos. A proteção precisa ser tão eficaz quanto discreta, mantendo a normalidade que o prefeito busca. É um equilíbrio delicado entre segurança e praticidade.
O estilo pessoal do gestor
Evandro Leitão dirige seu carro particular, um Toyota SW4, e dispensa o uso do veículo oficial da prefeitura. Essa escolha reflete uma postura direta e independente. Para ele, estar ao volante parece ser uma questão de hábito e autonomia.
A esposa do prefeito é uma presença constante nessas jornadas pelo cotidiano da capital. Outra figura que frequentemente o acompanha é o coronel André Barbosa, secretário Institucional do município. O coroné é um aliado próximo, compartilhando não apenas os trajetos, mas também as discussões sobre a cidade.
Essa dinâmica transforma o interior do carro em um espaço informal de trabalho. Ideias são trocadas, o panorama da cidade é observado através do parabrisa e decisões podem ser tomadas nesse ambiente. É uma forma diferente de governar, mais próxima do chão da rua.
Os desafios da segurança
Para os agentes responsáveis pela proteção, a tarefa é intricada. Eles precisam seguir o carro do prefeito sem chamar atenção, garantindo que nada saia do controle. A palavra "difícil" surge nas conversas dos assessores, justamente pela imprevisibilidade inerente a essa rotina.
Quando o chefe do executivo dirige, sua atenção está naturalmente na via. Cabe à equipe de segurança redobrar a vigilância sobre o entorno. Todo o planejamento de rotas e pontos de parada precisa ser flexível e ágil, adaptando-se às decisões de momento do próprio prefeito.
É um trabalho contínuo e silencioso, que acontece nos bastidores de cada deslocamento. A meta é assegurar que a simplicidade escolhida pelo gestor não se torne uma vulnerabilidade. A expertise da equipe está justamente em fazer essa proteção parecer invisível e natural.
A convivência no dia a dia
A longa convivência entre o prefeito e seus seguranças cria uma relação de familiaridade e respeito mútuo. Eles conhecem seus horários, seus costumes e sua aversão a formalidades desnecessárias. Essa proximidade é um ativo operacional valioso.
No carro, as conversas fluem sobre família, esportes e, claro, os assuntos de Fortaleza. A linha entre a vida pessoal e a vida pública se torna tênue nesses momentos. Esse convívio estreito permite à equipe antecipar necessidades e compreender o ritmo do prefeito.
Ao final, o que poderia ser visto apenas como uma preferência por dirigir revela um modo de governar. É uma busca por manter um pé no mundo real, fora da bolha oficial. Uma forma de, mesmo no alto cargo, não perder a sensação de liberdade e o contato direto com a cidade que se desenha pela janela.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.