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Gabigol quebra seca após ‘semana maluca’ e repete o que fez em 2018 no Santos

Gabriel Barbosa voltou a vestir a camisa do Santos e logo mostrou sua cara. Em sua reestreia como titular, ele foi decisivo na vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino. Mais do que o resultado, o atacante quebrou uma sequência pessoal incômoda de onze jogos sem balançar as redes.

O último gol do jogador de 29 anos era do início de outubro, ainda pelo Flamengo. O alívio veio em um momento importante, já que a semana foi intensa. Apresentado oficialmente no dia 3 de janeiro, Gabigol emendou treinos pesados em dois períodos diários.

A própria partida foi um teste físico, disputada sob um calor forte na Vila Belmiro. O camisa 9 reconheceu o desgaste, mas destacou a obrigação de vencer em casa. A superação do jejum ganhou um sabor especial depois de um recente contratempo em cobrança de pênalti.

### O fim de uma espera angustiante

A pressão sobre Gabigol vinha aumentando a cada partida sem gol. O episódio mais marcante desse período ocorreu na semifinal da Copa do Brasil. Ele entrou em campo basicamente para bater pênalti pelo Flamengo, mas acabou desperdiçando a cobrança decisiva contra o Corinthians.

A falha custou caro e deixou marcas. Virar o vilão da eliminação é uma página que qualquer atacante quer virar rápido. Por isso, marcar em sua reestreia pelo Santos funcionou como uma poderosa limpeza de espírito. Foi um alívio imediato para o jogador e para a torcida que depositou nele grandes expectativas.

O cenário, portanto, não poderia ser mais propício. De volta ao clube onde se revelou, ele reconquistou a confiança com um gesto concreto. Um gol em uma vitória caseira sempre soa melhor. Esse foi o caminho perfeito para ele recomeçar e tentar reencontrar sua melhor versão.

### Um retorno com história repetida

Os torcedores mais atentos notaram uma coincidência curiosa. A última vez que Gabigol retornou ao Santos, em 2018, o script foi muito parecido. Naquela ocasião, ele também vinha de uma passagem apagada no exterior, pela Inter de Milão e pelo Benfica, e estreou marcando um gol.

Naquele Paulistão, ele foi titular contra a Ferroviária e fez o seu no segundo tempo. O jogo terminou empatado, mas o importante foi o pontapé inicial. O começo daquela segunda passagem foi, na verdade, mágico. O atacante marcou nas três partidas seguintes, incluindo um clássico fora de casa contra o São Paulo.

Essa memória positiva alimenta agora a esperança para a nova jornada. O retorno ao Peixe sempre foi visto como uma oportunidade de reciclagem para o centroavante. A história parece dar indícios de que o ambiente santista pode ser, de fato, o catalisador que ele precisa para reacender sua chama goleadora.

### O próximo passo e a superstição

O calendário imediato reserva um teste de fogo e um dado que aguça a superstição. Na quarta-feira, o Santos visita o Palmeiras, um clássico de alto nível dentro do Campeonato Paulista. Será uma prova real do momento do time e do atacante, perante uma das defesas mais sólidas do país.

Para os que acreditam em sinais, a estreia com gol em 2018 foi seguida justamente por uma sequência vitoriosa. Repetir esse feito agora seria ideal. O jogo contra o rival direto é a chance de Gabigol mostrar que o gol anterior não foi um evento isolado, mas o início de uma trajetória.

O ambiente do futebol é movido a confiança e momentum. Um gol em um clássico fora de casa teria um peso enorme. Independente de crenças, o que importa é a consistência. O atacante sabe que precisa construir rotina. A vitória sobre o Novorizontino foi o primeiro passo, mas o caminho é longo.

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