Você conhece aquela sensação de ouvir uma história e pensar: "essa pessoa já viu de tudo"? É exatamente o caso de muitos jornalistas que constroem uma vida inteira diante dos fatos. Suas carreiras se tornam um retrato vivo da própria cidade, com suas transformações e histórias. E quando o assunto é Fortaleza, alguns nomes se confundem com a trajetória jornalística local.
Um desses profissionais é Eliomar de Lima, um cearense que dedicou décadas a contar as notícias. Sua trajetória começou nas redações e foi se expandindo para os mais diferentes veículos. Ao longo do caminho, ele testemunhou e registrou eventos que marcaram época, sempre com o olhar atento do repórter. Essa jornada não se limitou ao texto impresso, ganhando também os microfones das rádios.
A base dessa longa carreira foi o jornal O POVO, onde ele atuou por impressionantes trinta e oito anos. Esse período sólido em um único veículo fala muito sobre a profundidade do seu trabalho. Dali, sua voz e sua escrita ecoaram para outros cantos, levando as notícias além das páginas dos jornais. Foi um tempo de muito aprendizado e construção de uma reputação sólida no meio.
Essa experiência se ampliou para a televisão, com passagens por emissoras como TV Cidade, TV Ceará e TV COM, que hoje conhecemos como TV Diário. Em paralelo, ele também contribuiu com outros jornais, como O Estado e Tribuna do Ceará. Cada nova plataforma era uma chance de contar a mesma história de um jeito diferente, adaptando a linguagem sem perder a essência. O rádio também entrou nessa mistura, com uma etapa na Rádio O POVO/CBN.
Um marco profissional inquestionável foi sua participação na equipe de reportagem que cobriu o famoso furto ao Banco Central de Fortaleza. O trabalho foi tão relevante e bem executado que rendeu à equipe o Prêmio Esso, um dos mais tradicionais do jornalismo brasileiro. Esse reconhecimento é um testemunho do rigor e da importância do seu ofício. Mostra como o trabalho em equipe pode resultar em um marco para a imprensa local e nacional.
Além das reportagens, ele também deixou sua marca em colunas populares, como a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical, ambas no O POVO. Esses espaços permitiam um contato mais direto e pessoal com os fatos do dia a dia da cidade. Era um jornalismo feito de detalhes e conversas, capturando o pulso da vida urbana. Essa versatilidade entre a grande reportagem e o texto corriqueiro é uma característica de jornalistas completos.
Fora das redações, ele buscou se especializar, com um curso de Marketing pela UFC, agregando novas perspectivas à sua visão de comunicação. A sociedade também reconheceu sua trajetória com várias honrarias, como as comendas Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal. Títulos como Amigo dos Bombeiros e Amigo da Defensoria Pública do Ceará refletem seu envolvimento com causas públicas.
Hoje, ele continua ativo e conectado com o público por meio do seu blog pessoal, o blogdoeliomar.com. Além disso, mantém um diálogo diário com o interior do estado, falando para nove emissoras de rádio. É uma forma de continuar seu trabalho, adaptada aos novos tempos, mas com a mesma missão de informar. Uma carreira tão longa e diversa é um verdadeiro patrimônio da comunicação no Ceará.
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