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Flávio inicia pré-campanha com viagem por Israel e tenta estreitar laços com a direita mundial

Flávio Bolsonaro inicia o ano eleitoral com os pés fora do Brasil. O senador embarca nesta segunda-feira para uma série de compromissos internacionais. Seu primeiro destino é Israel, mas a viagem deve se estender por outros países.

A agenda começa em Jerusalém, onde ele e o irmão, Eduardo Bolsonaro, foram convidados para uma conferência. O evento discute o combate ao antissemitismo e terá a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A viagem oficial, autorizada pelo Senado, inclui ainda Bahrein e Emirados Árabes.

O roteiro não para por aí. De acordo com assessores, a turnê pode incluir nações europeias. O plano é conectar-se com lideranças de direita no exterior, construindo uma rede de apoio e alinhamento ideológico. A previsão de retorno ao Brasil é apenas em meados de fevereiro.

Estratégia internacional em foco

A viagem foi organizada pelo próprio Eduardo, que mora nos Estados Unidos. Ele tem atuado como um articulador político da família no exterior. Recentemente, intermediou contatos com figuras como o ex-presidente Donald Trump, buscando apoio em frentes diversas.

O objetivo é claro: projetar Flávio no cenário global e fortalecer sua imagem como candidato. A aproximação com Netanyahu segue uma lógica de associar sua pré-campanha a nomes fortes da direita mundial. É uma tentativa de ganhar relevância e capital político antes das eleições.

No ano passado, o senador já havia visitado El Salvador, inspirado no governo de Nayib Bukele. Agora, além do Oriente Médio, Argentina e Chile estão no radar futuro. São países com governantes alinhados a suas ideias, como Javier Milei e José Antonio Kast.

Agenda doméstica em espera

Enquanto isso, os planos para percorrer os estados brasileiros ficam para um segundo momento. Aliados mencionam Minas Gerais como um alvo prioritário, dado seu peso eleitoral. Mas, por ora, a prioridade máxima é a diplomacia pessoal além-mar.

A ausência do senador se estenderá para além do recesso parlamentar, que termina em primeiro de fevereiro. Ele só retorna às atividades no Senado depois do dia quinze. O período será dedicado integralmente a consolidar laços no exterior.

A estratégia revela um cálculo: o eleitorado brasileiro valoriza um candidato com projeção internacional. As imagens ao lado de líderes globais podem transmitir solidez e experiência. É uma aposta em construir uma narrativa de estadista antes mesmo do início oficial da campanha.

Contexto e desdobramentos

O ministro israelense Amichai Chikli, que fez o convite público, vinculou o antissemitismo ao fanatismo islâmico. Em suas palavras, esse fanatismo teria o apoio da esquerda e daquilo que ele chama de falsa direita. O evento serve como palco para esse tipo de discurso.

Flávio, por sua vez, já enalteceu publicamente a habilidade do irmão em relações internacionais. Em uma entrevista, chamou Eduardo de "craque" nessa área. A declaração reforça a ideia de uma equipe familiar trabalhando em múltiplas frentes, dentro e fora do país.

Agora, o senador coloca essa estratégia em prática. Sua volta ao Brasil deve marcar a transição para a fase doméstica da pré-campanha. Até lá, o foco permanece no exterior, buscando firmar alianças que ecoem no eleitorado brasileiro.

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