A CPMI que investiga desvios no INSS pode ter um novo nome de peso na lista de convocados. Desta vez, o foco se voltou para o senador Flávio Bolsonaro. Um pedido para que ele preste depoimento já está sobre a mesa da comissão.
O requerimento partiu de um deputado da oposição. Ele quer entender os vínculos do parlamentar com um núcleo suspeito. Esse grupo é comandado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”.
A suspeita gira em torno de uma pessoa específica: Letícia Caetano dos Reis. Ela atua como administradora do escritório de advocacia do senador desde 2021. O endereço comercial da empresa é o mesmo de uma mansão de alto valor adquirida por Flávio naquele ano.
As conexões em investigação
O elo entre o senador e o núcleo do INSS parece passar por relacionamentos pessoais. Letícia disse ter sido indicada para o cargo por Willer Tomaz, um advogado amigo de Flávio. Willer é uma figura conhecida nos círculos políticos de Brasília.
Em 2021, ele promoveu uma festa de aniversário. O evento reuniu Flávio Bolsonaro e outros nomes fortes da direita. A lista incluía o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, e ex-governadores do Distrito Federal.
A investigação ganha um novo capítulo com os laços familiares de Letícia. Ela é irmã de Alexandre Caetano dos Reis. A Polícia Federal aponta Alexandre como sócio do “Careca do INSS” em uma empresa offshore.
Os indícios e os pedidos da CPI
A empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas é um ponto central. Suspeita-se que ela seja usada para blindar bens adquiridos de forma irregular. Imóveis de valor milionário estariam ligados a essa estrutura.
Alexandre também é contador do Instituto Modal e sócio em outras empresas. Uma delas tem ligação com Paula Batista dos Reis, investigada por movimentações financeiras atípicas. O montante passa dos oito milhões de reais.
Diante dessas conexões, o requerimento na CPMI vai além do convite para depor. O documento pede a quebra do sigilo bancário e fiscal da administradora Letícia. O objetivo é rastrear a origem de valores e possíveis transações suspeitas.
Os próximos passos da comissão
Os trabalhos da CPI dos desvios no INSS foram retomados. A votação dos requerimentos, incluindo o que cita Flávio Bolsonaro, era esperada para breve. A decisão fica a cargo dos membros da comissão.
O presidente da CPMI estima que ainda haverá várias sessões de trabalho. A expectativa é votar o relatório final apenas no fim de março. Até lá, novas convocações e desdobramentos são esperados.
O caso segue em aberto, com a comissão buscando esclarecer todas as pontas. A investigação parlamentar tenta mapear uma suposta rede de desvios. O nome do senador agora integra oficialmente esse quebra-cabeça.
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