Você sempre atualizado

Família de adolescentes é indiciada por coação de testemunhas no caso do cão Orelha

Três homens foram indiciados pela Polícia Civil de Santa Catarina por coação de testemunha. O caso envolve o ataque brutal ao cachorro Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Os quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal são familiares desses adultos.

O cão, conhecido na comunidade local, não resistiu aos ferimentos e precisou ser sacrificado. A comoção com o caso gerou protestos de moradores, que pedem justiça. As investigações seguem em andamento para apurar todos os detalhes.

A delegada responsável pelo caso revelou que testemunhas ouviram ameaças de um dos indiciados. Ele teria usado a famosa frase "você sabe com quem está falando?" durante um confronto. O governador do estado também se manifestou, expressando surpresa com a crueldade dos jovens.

Os detalhes do crime e a reação da comunidade

Orelha era um cão de aproximadamente dez anos, muito querido pelos vizinhos da Praia Brava. Ele foi encontrado gravemente ferido no dia 16 de janeiro, vítima de pauladas. Moradores locais se mobilizaram para levá-lo a um veterinário, mas os danos eram irreversíveis.

A tragédia uniu a comunidade, que realizou dois atos públicos pedindo justiça. A brutalidade do crime chocou até o governador Jorginho Mello. Ele afirmou que a lei será aplicada, independentemente de quem sejam os envolvidos ou suas famílias.

A polícia cumpriu mandados de busca nas casas dos adolescentes suspeitos. A coleta de provas e os depoimentos estão sendo conduzidos pela Delegacia de Proteção ao Animal. O objetivo é construir um processo sólido contra todos os responsáveis.

A viagem à Disney e a investigação paralela

Dois dos adolescentes suspeitos estão viajando pela Disney em uma formatura planejada há um ano. A polícia demonstrou preocupação com um possível protesto no aeroporto no retorno deles. Uma operação de segurança está sendo preparada para evitar conflitos.

O delegado-geral destacou que a maioria dos jovens no voo não tem relação com o caso. A prioridade é garantir que ninguém se machuque por causa de uma situação específica. Os passaportes dos outros jovens suspeitos que estão no Brasil não foram apreendidos.

Os mesmos adolescentes são investigados por tentar afogar outro cachorro na praia. O animal, batizado de Caramelo, conseguiu escapar e foi adotado pelo próprio delegado-geral. Esse episódio teria ocorrido em um dia diferente do ataque ao Orelha.

Outros atos sob investigação das autoridades

A polícia também apura uma série de outros comportamentos ilegais atribuídos ao grupo. Eles incluem ofensas a seguranças, furtos e depredação de patrimônio na região. Esses incidentes teriam acontecido ao longo de um período, não apenas em um único dia.

A delegada Mardjoli Valcareggi explicou que é necessário individualizar a conduta de cada jovem. Nem todos podem ter participado de todos os atos infracionais que estão sendo investigados. A análise minuciosa dos fatos é essencial para a justiça.

O trabalho agora é separar o que cada um fez, baseado em provas e testemunhas. A investigação ampliada busca entender o padrão de comportamento do grupo. O caso segue em andamento, com novas informações surgindo a cada etapa.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.