O Carnaval é um momento de entrega total, mas também pode ser um período de celebração dupla. Algumas mulheres vivem essa experiência de forma ainda mais intensa, desfilando nas avenidas enquanto carregam uma nova vida. É uma escolha que exige preparo físico e emocional, mas que muitas artistas abraçam com orgulho e alegria.
Neste ano, Lore Improta, musa da Unidos do Viradouro, foi um desses exemplos. Ela desfilou grávida do seu segundo filho e celebrou o quarto título da escola de Niterói. A dançarina já é mãe de Liz, de três anos, fruto do seu casamento com o cantor Léo Santana. Ela mesma descreveu a rotina puxada, mas recompensadora.
A experiência de Lore não é única. Outras musas e rainhas de bateria também conquistaram o troféu máximo no ano em que desfilaram grávidas. É um cenário que mostra a força e a dedicação dessas mulheres, que equilibram a maternidade com a paixão pelo samba. Elas transformam a avenida em um palco de celebração familiar.
Gestação e fantasia na Sapucaí
A preparação para desfilar grávida envolve cuidados especiais. As fantasias são adaptadas para o conforto e a segurança, sempre com a supervisão de um médico. A rotina de ensaios também é ajustada, priorizando o bem-estar da futura mãe e do bebê. O resultado é uma demonstração poderosa de vitalidade.
Em 2025, a Beija-Flor de Nilópolis foi a grande campeã do Rio com duas gestantes em destaque. Brunna Gonçalves, então musa da escola, aguardava a primeira filha, Zuri. Ela compartilhou a felicidade de ver a vitória da escola como uma conquista em dose dupla. A emoção foi ainda maior com a sensação de carregar um novo torcedor da agremiação.
A rainha de bateria da mesma escola, Lorena Raissa, também estava grávida do primeiro filho na ocasião. Elas provaram que a energia do Carnaval pode ser harmoniosa com esse momento único da vida. A alegria da vitória na avenida se mistura à expectativa da chegada de um bebê, criando uma memória inesquecível.
Histórias que inspiram outras gerações
Essa tradição vem de outros carnavais. Em 2022, a atriz Viviane Araújo estava grávida quando a Mancha Verde foi campeã em São Paulo. Ela desfilou pelo Salgueiro no Rio, mas fez questão de também celebrar com a escola paulista no Desfile das Campeãs. Seu exemplo, aos 47 anos, inspirou muitas mulheres.
Mais de uma década antes, em 2010, Adriane Galisteu viveu situação similar. Como rainha de bateria da Unidos da Tijuca, desfilou grávida de quatro meses de Vittorio, seu filho com o empresário Alexandre Iódice. Com uma fantasia de melindrosa, ela mostrou que a graça e o brilho do desfile permanecem intactos.
Essas histórias revelam um lado especial do Carnaval. Para além do espetáculo, a avenida testemunha ciclos de vida e celebra conquistas pessoais. Cada uma dessas mulheres escreve sua própria história, misturando o ritmo do samba com a batida do coração de seus filhos. É um verdadeiro ensaio sobre amor e superação.
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