Os últimos meses da presidência de Joe Biden foram marcados por um debate intenso sobre sua capacidade mental. Durante um debate na televisão, suas falas desconectadas e o olhar perdido acenderam um alerta. O episódio fez com que a discussão, antes restrita a rivais políticos, ganhasse o interesse até de especialistas em saúde.
Donald Trump, seu adversário na época, soube explorar essa vulnerabilidade. Ele reviveu o apelido "Sleepy Joe", pintando Biden como alguém cansado e incapaz. A pressão política aumentou tanto que, em julho de 2024, o Partido Democrata optou por substituir Biden na corrida presidencial. A estratégia, porém, não foi suficiente para deter a vitória de Trump.
A ironia do destino, no entanto, parece estar se revelando. Agora, são os comportamentos do próprio Trump que começam a gerar perguntas similares. O que antes era uma arma política contra o oponente virou um espelho. A questão da capacidade cognitiva de um presidente idoso voltou ao centro do debate, mas com um novo protagonista.
Os sinais que chamam a atenção
Trump tem sido flagrado em situações curiosas durante compromissos oficiais. Em diversos eventos, suas pálpebras pesaram e sua cabeça balançou, como se cochilasse. A explicação de sua equipe é sempre a mesma: ele estaria concentrado, "ouvindo atentamente com os olhos fechados". Cenas como essas se repetiram em anúncios sobre preço de remédios e até em uma coletiva sobre política do leite.
Além dos momentos de sonolência, sua estabilidade física também virou tema. Em desembarques públicos, como no Fórum Econômico de Davos, ele apresentou uma marcha desequilibrada. Seu caminhar não segue uma linha reta, fazendo zigue-zague sobre o tapete vermelho. Especialistas anônimos citam que isso pode indicar problemas de coordenação motora.
O medo de cair ficou evidente em outras ocasiões. Para descer do Air Force One, ele agora prefere uma escada mais estreita, que permite segurar em dois corrimãos. Em um episódio recente, ele parou subitamente durante a descida, agarrou-se com força e desceu degrau por degrau, com muita cautela. São atitudes que, em conjunto, levantam questionamentos.
Lapsos e confusões públicas
Os deslizes verbais e geográficos se tornaram frequentes. Em um discurso, Trump confundiu a Albânia com a Armênia, países separados por milhares de quilômetros. Ele queria se vangloriar de encerrar um conflito no Cáucaso, mas citou a nação errada. São erros factuais que vão além de uma simples gafe.
A situação ficou mais peculiar durante uma explanação sobre o Ártico. Apontando para um mapa, ele chamou a Islândia de "Groenlândia Oriental". Disse ainda que era uma "ilha de gelo russa" que precisava ser "comprada ou neutralizada". Quando corrigido, afirmou que os mapas estão desatualizados e que a Islândia é, na verdade, "tudo Groenlândia". Para completar, sugeriu que a ilha estaria flutuando como um iceberg em direção aos EUA.
Outro momento surreal foi um desvio completo de assunto. Durante uma discussão séria sobre petróleo na Venezuela, Trump se levantou e foi até a janela. Começou então a descrever, animado, as obras do novo salão de baile da Casa Branca. Convidou os jornalistas a observarem o canteiro de obras, em uma mudança de tema que deixou todos perplexos. A desconexão com o momento era flagrante.
Exames, testes e a busca por respostas
O próprio presidente trouxe o assunto dos exames cognitivos à tona. Em um voo, revelou a jornalistas que fez um teste onde tirou nota máxima. Contou, com detalhes, que uma das perguntas mostrava imagens de animais. "Eles dizem: ‘O que é isso?’. Eu disse: ‘É um hipopótamo’. Eles disseram: ‘Ninguém nunca acerta o hipopótamo tão rápido quanto você’", relatou.
O problema é que o teste descrito por Trump parece ser o Teste de Montreal, um instrumento de rastreio para demência. Ele não mede QI, como o presidente sugeriu, mas serve para identificar sinais precoces de declínio cognitivo. A revelação, feita de forma espontânea, gerou mais dúvidas do que certezas sobre seus reais motivos.
Na mesma conversa, Trump mencionou ter feito uma ressonância magnética do cérebro. "Meu cérebro é lindo, eu vi na ressonância. Não tem nada lá, está limpo, muito espaço, muita inteligência", declarou. Para neurologistas, a divulgação pública de um exame tão específico é atípica e pode sugerir uma investigação médica por trás. Um cérebro "limpo" para um leigo pode, na verdade, mostrar alterações sutis para um especialista.
O que isso significa na prática?
A Constituição americana prevê um mecanismo para afastar um presidente por incapacidade. O processo precisaria ser iniciado pelo vice-presidente e pela maioria do gabinete. Em tese, se comprovada uma incapacidade mental, J.D. Vance assumiria o cargo. No entanto, o presidente poderia contestar a decisão, gerando um impasse político que só o Congresso resolveria.
Enquanto a classe política evita o assunto publicamente, a discussão fervilha na internet. Profissionais de saúde e observadores analisam vídeos e compilam evidências. Um hematoma inexplicado em sua mão, atribuído a uma batida na mesa, e sua postura curvada para frente são alguns dos pontos observados. Isolados, são apenas detalhes; juntos, formam um quebra-cabeça complexo.
O cenário coloca uma questão delicada para o mundo. A possibilidade de o líder da maior potência militar do planeta estar com suas faculdades comprometidas é grave. A história mostra que figuras poderosas com juízo abalado podem causar tragédias imensas. A situação atual serve como um lembrete de como as democracias podem ficar vulneráveis quando sinais de alerta são ignorados no processo eleitoral. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
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