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Ex-goleiro da Seleção é processado por golpes com investimentos nos EUA

O ex-goleiro Doni, ídolo de Corinthians e Roma e campeão pela Seleção Brasileira, enfrenta agora um desafio longe dos gramados. Ele foi convocado para uma audiência judicial nos Estados Unidos, marcada para esta terça-feira. O motivo é um processo que o acusa de participar em supostos golpes imobiliários na Flórida.

A carreira do atleta, que começou no Botafogo de Ribeirão Preto, foi brilhante e cheia de conquistas. Doni defendeu grandes clubes brasileiros e europeus, colecionando títulos importantes. Sua história, porém, teve um capítulo difícil com um problema de saúde que antecipou sua aposentadoria.

Agora, o foco se volta para uma arena completamente diferente: a Justiça americana. O caso envolve a empresa D32, da qual Doni é sócio, e uma dívida que precisa ser explicada. A situação serve como um alerta sobre os cuidados necessários com investimentos no exterior.

Da glória no futebol aos negócios

Doni construiu uma trajetória sólida no esporte, sempre lembrado com carinho pelos torcedores. Ele brilhou no Corinthians, foi campeão brasileiro pelo Santos e teve uma passagem de sucesso pela Roma, na Itália. Foi durante esse período europeu que ele vestiu a amarelinha e levantou a taça da Copa América de 2007.

Sua transferência para o Liverpool, contudo, foi marcada por um susto. O jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória, um episódio que abalou sua saúde e carreira. Ele se recuperou, mas o problema foi decisivo para que ele pendurasse as luvas pouco depois de retornar ao Brasil, em 2013.

Longe dos campos, Doni buscou novos ares no empreendedorismo. Uma de suas iniciativas mais conhecidas foi a abertura de um parque temático de dinossauros em Campinas, no interior de São Paulo. A vida de ex-atleta, no entanto, parece ter encontrado obstáculos em outros setores.

O processo judicial nos Estados Unidos

A crise atual tem origem em investimentos imobiliários. Doni e seu sócio, Werner Macedo, são acionistas da empresa D32, que operava no Brasil e no exterior. O negócio captava recursos prometendo rendimentos atrativos com a construção de casas em condomínios de luxo na Flórida.

Duas moradoras de Orlando, porém, entraram com uma ação na Justiça local. Elas alegam prejuízos e cobram uma dívida de 59 mil dólares da empresa, valor que hoje passa dos 300 mil reais. O tribunal marcou uma audiência para ouvir as partes e tentar resolver o impasse.

A legislação americana é bastante rígida com o descumprimento de ordens judiciais. Por isso, a não comparência de Doni e do sócio pode ter consequências sérias. O juiz tem o poder de expedir um mandado de prisão por desacato, embora a medida valha apenas dentro do território dos Estados Unidos.

Os desdobramentos e o que esperar

A audiência desta semana é um passo crucial para esclarecer os fatos. É a oportunidade para que a defesa de Doni apresente sua versão e documentação sobre os negócios da D32. O valor em questão, embora significativo, não é o único ponto sob análise.

O cerne da questão são as acusações de que a empresa operava de maneira irregular. Promessas de retorno financeiro alto em imóveis no exterior sempre exigem uma dose extra de cautela dos investidores. Casos como esse mostram a importância de pesquisar minuciosamente antes de aplicar qualquer recurso.

Enquanto aguarda o desfecho legal, Doni vive um momento delicado. Sua imagem pública, construída com tanto esforço dentro de campo, agora passa por um teste diferente. O mundo dos negócios, afinal, pode ser tão desafiador e imprevisível quanto uma disputada penalidade nos minutos finais de uma partida.

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