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Ex-diretor da PRF que rompeu tornozeleira em fuga do Brasil é apreendido no Paraguai

A madrugada desta sexta-feira reservou um capítulo dramático para um nome já conhecido nos noticiários policiais e políticos do país. Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, foi preso no aeroporto internacional de Assunção, no Paraguai. A prisão ocorreu quando ele tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador, segundo confirmou o diretor-geral da Polícia Federal brasileira.

A fuga começou em Santa Catarina, onde Vasques cumpria medidas cautelares com o uso de uma tornozeleira eletrônica. Ele conseguiu romper o equipamento de monitoramento e deixou o território nacional sem qualquer autorização judicial. O rompimento do dispositivo acionou imediatamente os protocolos de segurança das autoridades brasileiras.

Alertas foram emitidos em todas as regiões de fronteira e a polícia brasileira acionou seus parceiros no país vizinho. A cooperação internacional foi fundamental para localizar o ex-diretor rapidamente. A estratégia de fuga, no entanto, falhou em seus detalhes mais cruciais, levando à captura em solo paraguaio.

A tentativa de embarque e a prisão

No aeroporto paraguaio, Silvinei Vasques apresentou um documento que parecia perfeito à primeira vista: um passaporte paraguaio legítimo. O problema estava nos dados contidos no passaporte, que não batiam com a sua identidade real. Essa inconsistência foi a falha que chamou a atenção dos agentes locais durante o procedimento de embarque.

Ao ser abordado, ele não conseguiu prosseguir para o avião. As autoridades paraguaias efetuaram a detenção diretamente no terminal. Após a prisão, veio a confirmação formal de que se tratava realmente do ex-diretor da PRF procurado pelo Brasil.

O processo agora segue a lei paraguaia. Ele foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai e deve passar por uma audiência de custódia ainda hoje. O desfecho esperado é a sua deportação para o território brasileiro, onde responderá pelas novas acusações de fuga.

O histórico que levou à condenação

O motivo da fuga tem raízes em uma condenação recente e severa. Neste mês, o Supremo Tribunal Federal sentenciou Silvinei Vasques a 24 anos e seis meses de prisão. A acusação foi de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.

Segundo os ministros do STF, ele integrava um núcleo criminoso com atuação específica. O grupo teria atuado para monitorar autoridades e obstruir o voto de eleitores, especialmente no Nordeste. As operações da PRF no segundo turno das eleições foram apontadas como instrumento para essa finalidade.

Essa não foi sua primeira condenação. A Justiça Federal do Rio já o havia punido por usar a estrutura da PRF com fins políticos durante a campanha de 2022. A decisão judicial considerou que ele usou recursos e a visibilidade da corporação para favorecer a reeleição do então presidente Jair Bolsonaro. A pena incluía uma multa superior a quinhentos mil reais.

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