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Entenda por que operações do Banco Master com a Reag estão sob investigação

Um relatório do Banco Central enviado ao Tribunal de Contas da União acendeu um sinal de alerta no sistema financeiro. O documento aponta indícios de fraude em operações bilionárias envolvendo o Banco Master e fundos de investimento administrados pela Reag Trust. O valor total das transações consideradas suspeitas chegaria a impressionantes R$ 11,5 bilhões. As autoridades já foram acionadas e o caso ganha novos capítulos, revelando conexões complexas.

Para o BC, essas operações apresentam falhas graves e não seguem as regras do Sistema Financeiro Nacional. O órgão identificou problemas como gestão inadequada de risco e capital. Além disso, levantou a suspeita de que fundos foram usados para pulverizar recursos em nome de terceiros, os populares “laranjas”. O assunto é sério e pode resultar em processos administrativos sancionadores contra os envolvidos.

Esse é apenas um dos fronts de investigação que atinge os dois grupos. O Banco Master já havia sido comunicado ao Ministério Público Federal por outro caso. Agora, a Reag também entra no centro das atenções das autoridades. O desdobramento desse cenário preocupa o mercado e levanta questões sobre a segurança das estruturas financeiras. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.

### O que o Banco Central descobriu nas operações

As transações sob análise ocorreram entre julho de 2023 e julho de 2024. Elas foram estruturadas entre o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e fundos ligados à Reag. Esses negócios faziam parte de um conjunto maior que movimentou bilhões. Dois fundos em específico são citados nominalmente no relatório do BC. Ambos eram administrados pela distribuidora.

Os técnicos do Banco Central encontraram indícios de que as operações foram realizadas sem garantias suficientes. Também faltou liquidez adequada e a necessária diversificação de risco. Práticas desse tipo aumentam o perigo de grandes prejuízos. O ponto mais grave, porém, é a suspeita de uso de “laranjas”. Os fundos podem ter servido para mascarar o verdadeiro dono do dinheiro.

Essa é a segunda vez que o BC comunica o MPF sobre problemas no Banco Master. A primeira denúncia tratava da venda de créditos considerados inexistentes a outro banco público. As investigações, portanto, se acumulam. O relatório ao TCU serve como um documento oficial que formaliza as suspeitas. Ele baseia futuras ações de fiscalização e possíveis punições.

### A conexão da Reag com o crime organizado

A Reag Trust já era investigada pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto. A ação, deflagrada em agosto, mirava lavagem de dinheiro ligada ao PCC no mercado financeiro. O esquema suspeito envolveria cerca de US$ 10 bilhões. Segundo as autoridades, o dinheiro vinha de um império ilegal de combustíveis adulterados e era camuflado no sistema.

A técnica usada seria a criação de fundos de investimento com um único cotista, os chamados fundos exclusivos. Investigadores os enxergam como possíveis “fundos de fachada”. Quase uma dúzia desses veículos era administrada pela Reag. Esse número é maior do que o de qualquer outra instituição citada no inquérito. A estrutura teria permitido a expansão do negócio criminoso.

Há ainda outras ligações entre a Reag e o Banco Master além das operações financeiras. A distribuidora administrava um fundo que controlava uma empresa. Essa empresa era proprietária de uma mansão de R$ 36 milhões em Brasília. O imóvel, segundo as investigações, era usado por Daniel Vorcaro para encontros com políticos. As conexões pintam um quadro de relações bem estreitas.

### As consequências no mercado e a defesa da empresa

A Reag vivia uma fase de crescimento extraordinário antes das operações policiais. Chegou a ter cerca de R$ 369 bilhões em ativos sob sua gestão. A investigação interrompeu essa trajetória. O fundador, João Carlos Mansur, se afastou da administração e vendeu sua participação na empresa. Em uma tentativa de renovação, a gestora mudou de nome e endereço.

Agora, ela se chama Arandu Investimentos, um termo de origem tupi. Por meio de seus advogados, a empresa mantém sua defesa pública. Afirma colaborar amplamente com as autoridades e nega qualquer envolvimento com práticas criminosas. A defesa ressalta que os fundos sob investigação representam uma fração mínima do total de ativos que administrava.

O caso todo gerou um impacto profundo na confiança do setor. Acendeu o debate sobre a possível infiltração do crime organizado em estruturas financeiras tradicionais. A pressão por regras de supervisão mais rígidas e auditorias mais severas cresceu. Enquanto isso, o Banco Master já teve sua liquidação decretada pelo BC. O TCU, por sua vez, apura se houve falhas na fiscalização do próprio Banco Central. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec.

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