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Enchente destrói mais de 10 mil pés de banana em aldeia indígena no Acre

A vida nas comunidades ribeirinhas do Acre segue o ritmo dos rios. Quando as águas sobem em paz, trazem alimento e conexão. Mas quando transbordam com força, o cenário se transforma em perda e preocupação. Foi o que aconteceu com o povo Huni Kuin da Aldeia Paroá Central, em Feijó.

O Rio Envira começou a crescer silenciosamente no domingo. Na segunda-feira, a realidade era outra: o campo de futebol e as roças sumiram sob um imenso espelho d’água. Para uma comunidade que vive da terra, ver seu sustento desaparecer é um golpe profundo. A enxurrada levou consigo o fruto de meses de trabalho.

A principal perda foram os alimentos. A banana, base da alimentação e da renda local, foi devastada. Cerca de dez mil pés da plantação foram completamente destruídos pela força das águas. Dois hectares de terra produtiva viraram um grande alagado, chegando perigosamente perto das casas. A paisagem familiar desapareceu.

O impacto direto na comunidade

A Defesa Civil de Feijó foi até a aldeia para avaliar os estragos. Eles confirmaram que cerca de noventa famílias indígenas foram diretamente afetadas. A Aldeia Paroá Central foi a mais atingida da região por estar em uma área mais baixa. A água não poupou nada em seu caminho, mudando a rotina de todos.

As necessidades agora são urgentes e muito concretas. A primeira delas é o acesso à água potável para beber e cozinhar. Com o rio agitado e as fontes contaminadas, garantir esse básico se torna uma prioridade. Depois, vem o longo trabalho de reconstruir o que foi perdido nas plantações.

Sem a roça, o futuro próximo fica incerto. A comunidade depende daquela terra não só para comer hoje, mas para garantir o alimento dos próximos meses. A recuperação vai exigir tempo, novas mudas e muito esforço coletivo. É um recomeço difícil que se impõe.

A cidade também sentiu a força do rio

O problema não ficou restrito à zona rural. Na área urbana de Feijó, o bairro Terminal também sofreu com a cheia. Duas famílias, somando oito pessoas, tiveram que deixar suas casas às pressas. A água invadiu tudo, forçando uma saída para um lugar seguro.

Essas famílias foram levadas para um abrigo montado em uma escola municipal. Mesmo com o rio começando a baixar, elas permanecem no local. A volta para casa só será possível quando a segurança e as condições mínimas forem restabelecidas. É uma espera angustiante.

O nível do Rio Envira chegou a marcar 12,10 metros, ultrapassando a cota de transbordo. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. Esse número técnico traduz, na prática, em lares alagados e vidas interrompidas. Mostra a força de um rio que decidiu sair do seu leito.

Ajuda e reconstrução

Diante do cenário, o trabalho da Defesa Civil é essencial. Eles mapeiam os danos e identificam as famílias em situação mais vulnerável. Esse levantamento é o primeiro passo para direcionar a ajuda que virá, seja do poder público ou de iniciativas solidárias.

Agora, a comunidade aguarda apoio para superar este momento. A necessidade vai desde comida e água limpa agora, até sementes e ferramentas para replantar mais adiante. A solidariedade se torna um recurso tão vital quanto qualquer outro.

Apesar da dificuldade, há um movimento de reconstrução que começa. A força do povo Huni Kuin, acostumado a lidar com os ciclos da natureza, será fundamental. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec. A história deles é um lembrete de como a vida na floresta é uma relação de respeito e resiliência com as águas.

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