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Empresário chinês preso por atropelar e matar gari é transferido para cadeia na Grande SP

O empresário chinês Guofang Huang, de 53 anos, está preso no CDP Guarulhos 1. A transferência ocorreu após ele ser acusado de atropelar e matar o gari Diêgo Rafael da Silva, de 19 anos. O caso aconteceu na noite de domingo, na região da Barra Funda, em São Paulo.

Huang dirigia seu carro depois de ter ingerido bebida alcoólica. O teste do bafômetro aplicado pela polícia confirmou a embriaguez. Por isso, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, sem prazo definido para terminar.

O local para onde ele foi transferido está com superlotação. A unidade tem capacidade para 828 detentos, mas abrigava 979 pessoas na última contagem. O sistema prisional da região metropolitana enfrenta esse problema de forma crônica.

O TRABALHADOR E A TRAGÉDIA

Diêgo Rafael da Silva trabalhava na coleta de lixo da cidade havia apenas dois meses. Ele era funcionário da Loga, a concessionária do serviço na zona noroeste. O jovem era casado e deixa uma filha pequena de um ano e três meses.

Sua esposa está grávida. O velório do coletor ocorreu no Cemitério da Vila Formosa, na zona leste da capital. A família agora enfrenta o luto e a preocupação com o futuro sem seu principal provedor.

No momento do acidente, Diêgo aguardava o despejo de resíduos de um contêiner no caminhão. Ele estava na lateral esquerda do veículo, na rua do Bosque. Foi nesse instante que foi atingido pelo Land Rover Discovery preto dirigido por Huang.

OS DETALHES DO ACIDENTE

Com o forte impacto, o jovem foi arremessado para a frente do caminhão de lixo. O boné que usava ficou caído no local exato onde ele estava antes da colisão. A cena foi presenciada por colegas de trabalho e por outras pessoas que passavam no local.

Segundo o boletim de ocorrência, Huang não parou para prestar socorro e fugiu. Um motoboy que viu tudo decidiu seguir o carro. O empresário, por sua vez, retornou ao endereço do acidente algum tempo depois.

Foi então que ele foi submetido ao teste do bafômetro. O resultado apontou 0,73 mg/l de álcool por litro de ar alveolar. O limite legal é de 0,34 mg/l, o que configura crime de dirigir sob influência de álcool.

A DEFESA E O DIREITO LEGAL

A defesa de Guofang Huang, formada pelos advogados Lucas Quintela e Jéssica Narjara Camillis, emitiu uma nota. Eles afirmaram que receberam com serenidade a notícia da prisão preventiva. O compromisso declarado é acompanhar de perto a investigação policial.

A defesa destacou que as circunstâncias do ocorrido ainda estão sob apuração. Para eles, qualquer conclusão antecipada sobre responsabilidade criminal seria precipitada. A Constituição Federal garante o direito ao devido processo legal e à presunção de inocência.

Por respeito à investigação e aos familiares da vítima, a defesa não comentará o mérito dos fatos agora. Eles se reservam o direito de se manifestar exclusivamente perante as autoridades competentes. O momento certo seria quando tiverem acesso integral aos elementos da investigação.

A REAÇÃO DOS COLEGAS DE TRABALHO

A morte de Diêgo causou grande comoção entre os colegas garis. Alguns bairros das regiões norte e oeste de São Paulo ficaram sem coleta de lixo. A paralisação começou na noite de segunda-feira, como forma de protesto pela morte do jovem.

A concessionária Loga emitiu uma nota informando sobre a paralisação. A empresa explicou que as equipes paralisaram as atividades de coleta comum e de materiais recicláveis. A interrupção ocorreu nas vias atendidas pela frequência de coleta noturna de segunda-feira.

A empresa se referiu ao "falecimento do colaborador" e à comoção gerada pelo fato. A Loga é responsável pela coleta e gestão de resíduos sólidos domiciliares e de saúde na região noroeste. A paralisação mostra o impacto direto da tragédia na rotina da cidade.

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