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Emocionante apelo: “Estou em busca de trabalho”, diz Lí Martins após período de luto.

A vida pode mudar completamente em um instante. Para a cantora Lí Martins, esse momento chegou no fim de setembro, com uma notícia devastadora. Seu marido, o modelo JP Mantovani, faleceu em um acidente de moto na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Ele tinha 46 anos e deixou para trás a esposa e a filha pequena do casal, Antonella. Desde então, Lí enfrenta um período de profunda dor e luto, tentando encontrar forças para seguir em frente.

Em uma conversa sincera no podcast “AMAR”, da apresentadora Mariana Kupfer, a artista abriu o coração sobre essa fase tão difícil. Ela confessou que o desejo mais imediato seria se isolar do mundo para processar a perda. No entanto, a realidade a chama de volta a todo instante. A pequena Antonella precisa dela, e projetos inacabados aguardam decisões. A tristeza é um peso, mas a responsabilidade é um motor.

Entre esses projetos, está a casa dos sonhos que o casal estava construindo em São Paulo. As obras, é claro, paralisaram completamente após o acidente. O canteiro de obras silencioso virou um símbolo doloroso dos planos interrompidos. Terminar essa construção se tornou mais do que uma obrigação prática; é uma forma de honrar a memória do companheiro e garantir um futuro para sua filha. É uma tarefa que carrega um significado emocional enorme.

Diante de tudo isso, a cantora precisou encarar uma questão urgente: a vida financeira. Criar uma criança sozinha e retomar uma obra exigem recursos. Com humildade e transparência, Lí usou a entrevista para fazer um apelo. Ela está ativamente em busca de trabalho e parcerias. A ideia é equilibrar a necessidade de prover com o desejo de estar presente na rotina da filha. Não é uma equação fácil para nenhuma mãe, muito menos para uma que está de luto.

Ela mencionou a possibilidade de shows em eventos e, de forma mais criativa, sugeriu um formato de reality show. A proposta seria documentar a retomada e finalização da obra da casa. Seria uma maneira de transformar um processo pessoal e doloroso em algo que possa inspirar outras pessoas. Mais do que um patrocínio, ela busca conexões genuínas. Parcerias com empresas ou pessoas que se identifiquem com sua história e seu propósito de vida neste momento.

A artista enfatizou que está aprendendo a pedir ajuda, um passo difícil para muita gente. Ela deixou claro que seu objetivo vai além de simplesmente conseguir um emprego. É encontrar uma atividade que faça sentido dentro do seu novo contexto. Algo que permita conciliar a carreira com a maternidade solo e, ao mesmo tempo, seguir adiante com o legado do projeto familiar. É uma busca por ressignificação profissional e pessoal.

Vale lembrar que a tragédia interrompeu outros planos alegres do casal. Lí e JP haviam oficializado a união em um casamento íntimo meses antes, mas a celebração oficial com família e amigos estava marcada para novembro. Um evento que, agora, nunca acontecerá. Essa camada extra de expectativas frustradas torna o processo de luto ainda mais complexo. São memórias do passado e futuros imaginados que precisam ser reorganizados.

Aos poucos, Lí tenta retomar as rédeas da própria vida. Ela afirma que a “ficha ainda não caiu” completamente, uma sensação comum a quem perde alguém muito amado de forma tão repentina. O caminho pela frente é longo e cheio de desafios emocionais e práticos. Cada decisão sobre a casa, cada canção, cada olhar para a filha é um passo nessa jornada de reconstrução. A dor da saudade é uma companheira constante.

A história de Lí Martins ressoa com qualquer pessoa que já enfrentou uma perda. Mostra que, mesmo na pior das tempestades, a vida impõe demandas cotidianas. É preciso cuidar dos filhos, pagar contas e concluir projetos. Sua coragem em compartilhar essa vulnerabilidade pública é um ato de força. Ela não se esconde atrás da fama; mostra a face humana, frágil e resiliente, que existe em todos nós diante da adversidade.

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