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Em iniciativa inédita, Brasil quer mobilização internacional para lidar com moradores de rua

Você sabia que o Brasil vai levar um debate urgente para o mundo? Na próxima semana, nosso país apresentará uma proposta inovadora nas Nações Unidas. O foco são as milhões de pessoas que vivem nas ruas ao redor do globo.

A ideia é incentivar outras nações a criarem programas nacionais efetivos. O objetivo vai muito além de oferecer apenas um teto. A proposta defende um olhar completo sobre a vida dessas pessoas.

Ela reconhece que a situação de rua é um labirinto de problemas entrelaçados. Desemprego, rompimento de laços familiares e discriminação são partes da equação. Por isso, a solução precisa ser integrada, reunindo assistência social, saúde e oportunidades reais.

O que o Brasil vai propor na ONU

A iniciativa será levada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. O governo brasileiro acredita que o tema é uma preocupação global. Países ricos e em desenvolvimento enfrentam esse desafio complexo.

Até agora, as respostas internacionais frequentemente tratavam apenas da falta de moradia. A nova resolução quer ampliar essa visão. Ela propõe a proteção dos direitos humanos em toda sua extensão para essa população.

Isso significa pensar em políticas que restaurem a dignidade de forma prática. Acesso a documentos, atendimento psicológico e inclusão no mercado de trabalho são exemplos. A abordagem precisa ser multidisciplinar para ser verdadeiramente transformadora.

A realidade nas ruas brasileiras

Enquanto o debate ocorre no plano internacional, os números aqui em casa seguem alarmantes. Um levantamento recente da UFMG traz um retrato difícil. No final do ano passado, estimava-se que 365 mil pessoas viviam em situação de rua no país.

Em apenas um ano, esse contingente aumentou em cerca de 38 mil pessoas. O estado de São Paulo concentra sozinho quase metade desse total. Na capital paulista, mais de 100 mil pessoas estão nessa condição.

É um cenário que piorou após um breve alívio. Durante o auge da pandemia, programas de auxílio ajudaram a reduzir o número. A partir de 2022, porém, a tendência se inverteu e a crise voltou a crescer.

Um problema global e os próximos passos

A ONU alerta que o mundo vive uma crise habitacional sem precedentes. São 318 milhões de pessoas sem teto e quase 3 bilhões sem moradia adequada. Informações inacreditáveis como estas mostram a dimensão do desafio.

Por trás das estatísticas, existem histórias reais de desigualdade e exclusão. O Brasil quer colocar esse tema no centro da discussão internacional. A ministra Macaé Evaristo será a voz dessa proposta no conselho.

Ela também comandará um evento dedicado ao tema no dia 23 de fevereiro. O momento é de buscar consenso e ações concretas. A esperança é que a proposta brasileira inspire mudanças reais, dentro e fora de nossas fronteiras.

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