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Em ano eleitoral, Flamengo quer se envolver mais em temas políticos em Brasília

O Flamengo está de olho em um momento importante para o país. As eleições de 2026 não vão movimentar apenas a política tradicional. O clube da Gávea planeja aumentar sua atuação em Brasília justamente nesse período. A ideia é ir além do futebol e influenciar discussões que impactam diretamente seu dia a dia.

A estratégia foi revelada pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Ele destacou que o time precisa mudar sua postura na capital federal. Em vez de apenas reagir a propostas, a meta para o próximo ano é ser proativo. O clube quer chegar antes e ajudar a moldar as regras do jogo.

O cenário político em ano eleitoral costuma ser mais dinâmico. Muitos projetos são votados, e há maior abertura para negociações. O Flamengo entende que é o momento ideal para defender seus interesses. A movimentação não é sobre partidos, mas sobre garantir condições melhores para o esporte.

Os vetos que travam o esporte

Um dos assuntos prioritários na pauta do clube é a Lei Geral do Esporte. A legislação foi sancionada em 2023, mas veio cheia de vetos presidenciais. Atualmente, 355 desses vetos ainda aguardam análise no Congresso Nacional. Eles precisam ser votados pelos deputados e senadores para serem mantidos ou derrubados.

Para o Flamengo, alguns desses vetos são especialmente críticos. Bap citou, por exemplo, a isenção de impostos para a importação de equipamentos esportivos de ponta. Sem essa isenção, o custo para trazer material de alta tecnologia do exterior fica muito alto. Isso afeta diretamente as modalidades olímpicas do clube, como vôlei, basquete e judô.

A falta desses equipamentos pode significar uma desvantagem técnica para os atletas. Em esportes de alto rendimento, cada detalhe conta. A aprovação desse ponto na lei não é um mero detalhe burocrático. Pode definir quem fica um passo à frente na busca por medalhas e títulos.

A experiência recente nos corredores do poder

Não é a primeira vez que o Flamengo precisa atuar em Brasília. O clube já se envolveu em debates sobre o Profut, a Lei do Mandante e, mais recentemente, em um ponto específico da reforma tributária. A discussão era sobre a alíquota de impostos para clubes sociais e SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol).

Inicialmente, a proposta previa que clubes sociais pagassem 11%, enquanto as SAFs pagariam apenas 5%. A diferença era considerada injusta pelo Flamengo, que é um clube social. Bap descreveu a negociação como "uma briga horrorosa", com discussões acaloradas. O resultado final foi um acordo para que ambos paguem a mesma alíquota de 5%.

Essa experiência mostrou que a gestão é tão importante quanto o modelo jurídico. Um clube bem administrado, seja social ou SAF, pode ser competitivo. A vitória nessa questão deu fôlego ao time para as próximas batalhas. O clube construiu um bom trânsito com parlamentares, especialmente do Progressistas, o que deve facilitar os diálogos futuros.

O caminho está aberto para 2026. O Flamengo seguirá de perto os trabalhos no Congresso, defendendo os temas que considera vitais para seu futuro. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. A relação entre esporte e política, afinal, é uma partida que nunca para.

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