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Documento revela temor de desembargador com vazamento de vídeo da ‘festa da cueca’

Um documento inédito traz à tona um episódio peculiar que mistura o ambiente judiciário com um caso de bastidores. A chamada "festa da cueca", realizada em um hotel de Curitiba, contou com a presença de magistrados e garotas de programa. Entre os participantes, estava um ex-desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o TRF4.

Segundo os registros, o magistrado ficou profundamente preocupado com a possibilidade de vazamento das filmagens. Ele teria confessado à própria esposa que foi gravado sem roupa durante o evento. Esse mesmo desembargador integrou bancas que julgaram processos ligados à Operação Lava Jato.

Agora, a investigação toma um rumo mais sério. Colaboradores da Lava Jato, atualmente alvos da Polícia Federal, afirmam que o vídeo foi usado como instrumento de chantagem. O objetivo seria pressionar colegas juízes para manter condenações de investigados.

O medo do vazamento e a confissão

O núcleo da questão está em um arquivo de áudio obtido pela reportagem. Na conversa, o ex-desembargador admite ter estado pelado na tal festa. Ele demonstrava claro temor de que as imagens comprometedoras fossem parar nas mãos de pessoas erradas ou se tornassem públicas.

A situação ganha contornos mais complexos porque essa conversa foi gravada de forma ilegal. Na época, o desembargador tinha foro especial por prerrogativa de função. A interceptação foi feita pelo advogado Sérgio Costa, que atuava como colaborador da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. A Polícia Federal, em uma busca realizada na 13ª Vara, encontrou provas documentais desse esquema. As evidências sugerem que grampos ilegais em autoridades com foro privilegiado eram uma prática.

As investigações e o papel de Sergio Moro

A apuração ganhou força após uma determinação do ministro do Supremo, Dias Toffoli. A Polícia Federal realizou uma busca na 13ª Vara em dezembro, atrás de documentos da Lava Jato que não foram enviados ao STF. O foco é descobrir se colaboradores foram usados para grampear autoridades a mando de terceiros.

Um documento de 2005, ao qual a reportagem também teve acesso, é bastante revelador. Nele, o então juiz Sergio Moro orienta o colaborador Tony Garcia a tentar gravar "novamente" o presidente do Tribunal de Contas do Paraná. A justificativa era que as gravações anteriores estavam ruins para os fins desejados.

O inquérito que apura essas suspeitas de chantagem e grampos ilegais corre em segredo de Justiça. A investigação tenta desvendar uma teia que pode envolver a utilização de informações privadas para pressionar decisões judiciais.

A defesa e as negativas

Procurada, a assessoria do senador Sergio Moro enviou uma nota de esclarecimento. No texto, o parlamentar neja categoricamente ter tido acesso a qualquer vídeo da "festa da cueca". Ele também refuta que tenha autorizado escutas contra desembargadores do TRF4.

A nota classifica como "mentirosa e fantasiosa" a alegação de que desembargadores atuantes na Lava Jato teriam sido chantageados. A defesa afirma que magistrados com tal reputação nunca se permitiriam ser envolvidos em situações vexatórias ou de pressão.

Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec. O caso segue sob investigação, enquanto novas peças desse quebra-cabeça complexo podem ainda surgir. A história revela os intrincados e sombrios bastidores de um dos maiores capítulos da Justiça brasileira.

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