Você sempre atualizado

Dino quebra sigilo de Sóstenes e Carlos Jordy em ação sobre desvio de cota parlamentar

Você sabia que os deputados federais recebem uma verba mensal para custear seu trabalho? É a chamada cota parlamentar, que paga desde o aluguel de um escritório no seu estado até passagens aéreas e a locação de carros. Esse dinheiro público tem um destino certo: facilitar o mandato dos eleitos. No entanto, o que acontece quando esses recursos são desviados do seu propósito original? Uma nova operação da Polícia Federal joga luz justamente sobre essa questão.

A investigação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, mirou dois deputados federais do PL: Sóstenes Cavalcante, do Rio de Janeiro, e Carlos Jordy, também do RJ. A ação não veio do nada. Ela é um desdobramento de uma operação anterior, realizada em dezembro de 2024, e busca desvendar um suposto esquema de desvio dessas verbas. O alvo central é entender para onde foi o dinheiro que deveria custear o trabalho parlamentar.

O período analisado é extenso, indo de maio de 2018 a dezembro de 2024. Nesse intervalo, segundo a decisão judicial, surgiram fortes indícios de irregularidades. A suspeita é de que parte da cota parlamentar teria sido usada para pagar despesas inexistentes ou irregulares, passando por empresas que não prestavam serviços de fato. O rastro do dinheiro, portanto, se tornou o foco principal das buscas.

O que a investigação está apurando

A Procuradoria-Geral da República apresentou elementos que ligam os parlamentares a um esquema de desvio. Segundo o ministro Dino, relatórios financeiros e conversas extraídas de celulares apontam para indícios robustos de lavagem de dinheiro. A técnica suspeita envolvia o fracionamento de valores, com saques e depósitos mantidos logo abaixo de R$ 10.000, possivelmente para evitar a notificação obrigatória ao Banco

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.