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Descubra por que o prime time da TV atual não faz mais jus ao nome

Lembra daquela época em que a televisão reservava a noite para suas grandes estreias? Era um momento especial, com produções caprichadas que reuniam a família. O famoso prime time era sinônimo de qualidade, humor, música e dramaturgia. Hoje, a sensação é que esse brilho se apagou.

A faixa nobre parece ter encolhido, limitada a eventos passageiros. Reality shows dominam a grade, capturam a atenção por um tempo, mas seguem fórmulas previsíveis. Artisticamente, ficou um vazio. A impressão é que a TV esqueceu sua própria receita de sucesso.

Não se trata de saudosismo, mas de observar uma mudança concreta. O cardápio variado de outrora deu lugar a um menu repetitivo. As emissoras parecem ter perdido o interesse ou a habilidade de inovar naquele horário. O resultado é uma programação mais pobre.

A era dos realities

Grandes shows de auditório e humoristas consagrados foram substituídos. Agora, são programas como “BBB” e “A Fazenda” que comandam a audiência. Eles funcionam, geram buzz, mas têm ciclo de vida curto. O conteúdo fica preso a um formato que não evolui.

Essa dependência de um único tipo de entretenimento empobrece a oferta. O telespectador que busca variedade fica sem opções na TV aberta. A aposta em fórmulas seguras, a longo prazo, cansa. A criatividade e o risco artístico ficam em segundo plano.

A pergunta que fica é: será falta de capacidade ou simples comodismo? Repetir o que já deu certo é mais fácil que ousar. Enquanto isso, o prime time perde sua identidade. Vira um espaço apenas para manter índices, não para encantar.

Novelas e novas apostas

Nas novelas, ainda há fôlego para experimentos. A nova das seis, “A Nobreza do Amor”, chegou com proposta diferente. Lázaro Ramos carregou o primeiro capítulo nos ombros, mostrando talento. A trama tenta reconquistar o público com uma ambientação distinta.

Fora da Globo, a produtora Banijay entrou no mercado de novelas verticais. Isso deve sacudir o segmento e pressionar por mais qualidade. A concorrência é saudável e pode elevar o nível geral. Informações como estas você encontra aqui.

Até a Record busca renovar seu elenco bíblico, sondando nomes conhecidos. A ideia é atrair também as plataformas de streaming. Fábio Assunção foi cotado, mas a agenda não permitiu. Mostra que o mercado está mais dinâmico e disputado.

Produções fora do eixo

Enquanto a TV tradicional hesita, o streaming age. Para as plataformas, um feriado é um dia normal para lançamentos. A sexta temporada de “Impuros” estreia no Disney+ em primeiro de maio, sem medo. Eles não têm a mesma cautela das emissoras abertas.

As novelas verticais são um fenômeno à parte. “Só mais uma vez”, com Priscila Buiar, atingiu milhões de visualizações rapidamente. São produções enxutas, feitas para celular, que encontraram seu público. É um novo jeito de consumir história.

Até um canal como a BandNews TV reforma seu estúdio, mostrando movimento. Já o SBT ainda engatinha para voltar a produzir dramaturgia. São apenas conversas iniciais, sem ações concretas. O caminho é lento para quem ficou parado.

O público e os novos hábitos

O sucesso do Oscar na Globo, com audiência expressiva, prova algo. Quando o evento é grande, o brasileiro ainda se reúne na frente da TV. A transmissão tradicional tem seu lugar e sua força. É um momento de exceção na rotina.

No dia a dia, porém, os hábitos mudaram. Quem nunca maratonou uma série num feriado, enquanto a TV aberta reprisa? O espectador hoje escolhe o que, quando e onde assistir. A comodidade do streaming é um atrativo forte.

A TV aberta precisa se reinventar para reconquistar esse tempo perdido. Não basta repetir fórmulas antigas ou depender de poucos sucessos. O conteúdo precisa dialogar com o hoje. O desafio é enorme, mas não impossível.

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