À noite, quando o céu está limpo, é difícil não levantar os olhos e se encantar com aqueles pontinhos brilhantes. Alguns parecem piscar mais forte que outros, quase como se chamassem nossa atenção. No Brasil, temos a sorte de poder observar várias das estrelas mais luminosas do céu, mesmo estando no Hemisfério Sul.
Muitas pessoas acham que as estrelas mais brilhantes são aquelas azuis e extremamente quentes. A verdade, porém, é mais colorida. Entre as doze estrelas mais brilhantes do nosso céu, encontramos tons quentes de laranja e vermelho, além do amarelo familiar. Essa variedade conta histórias diferentes sobre a idade e a temperatura de cada astro.
Observar esses corpos celestes não requer equipamento caro. Basta um local afastado das luzes da cidade, um pouco de paciência e saber para onde olhar. Informações preciosas como estas, que conectam a ciência ao nosso cotidiano, você encontra somente aqui.
As estrelas mais brilhantes do nosso céu
Sirius é, de longe, a estrela mais brilhante que podemos ver de qualquer lugar da Terra. Ela brilha com uma intensidade que ofusca todas as outras, aparecendo como um farol cintilante na constelação do Cão Maior. No Brasil, ela é especialmente visível durante o verão, aparecendo a nordeste logo após o anoitecer.
Mas o brilho não é privilégio apenas das estrelas azuis. Arcturus, Betelgeuse e Aldebaran possuem uma coloração alaranjada ou avermelhada e estão entre as top doze mais luminosas. A famosa Capella completa o grupo com seu tom amarelo característico. Essas cores indicam estrelas em estágios diferentes, muitas delas mais frias ou gigantes comparadas ao nosso Sol.
Para encontrá-las, basta esperar algumas horas após o pôr do sol e olhar para um céu sem nuvens. De norte a sul do Brasil, você conseguirá identificar várias delas. Tudo sobre o Brasil e o mundo, desde curiosidades do céu noturno até grandes descobertas, está aqui, no portal.
Entendendo a magnitude das estrelas
Os astrônomos usam uma escala chamada magnitude aparente para medir o brilho que vemos da Terra. Quanto menor o número, mais brilhante o objeto parece. Sirius, por exemplo, tem magnitude negativa de -1.46, um valor excepcional. Já a estrela Deneb, também entre as doze mais brilhantes, tem magnitude 1.25, sendo a mais apagada desse grupo seletivo.
Isso significa que, embora Deneb seja uma estrela intrinsicamente poderosa, sua grande distância da Terra faz com que ela pareça mais fraca para nossos olhos. A escala é logarítmica, então uma pequena diferença no número representa uma grande diferença no brilho real percebido.
Dominar esse conceito simples transforma a observação do céu. De repente, você não vê apenas pontos brilhantes, mas compreende a hierarquia de luz no firmamento. Conseguir diferenciar o brilho relativo é o primeiro passo para explorar as constelações.
A riqueza das cores no firmamento
A cor de uma estrela é um indicador direto de sua temperatura superficial. Estrelas azuis, como Rigel, são as mais quentes. As amarelas, como o nosso Sol e Capella, têm temperatura intermediária. Já as alaranjadas e vermelhas, como Betelgeuse e Aldebaran, são mais frias e muitas vezes estão em fases avançadas de vida.
Betelgeuse, aquele ponto vermelho no ombro da constelação de Órion, é uma supergigante vermelha. Ela é tão imensa que, se colocada no lugar do Sol, sua superfície se estenderia além da órbita de Júpiter. Sua cor avermelhada denota uma superfície relativamente mais fria, mas um destino futuro explosivo.
Essa diversidade cromática torna a observação a olho nu ainda mais rica. Na próxima vez que olhar para o céu, tente perceber os sutis tons amarelos, alaranjados e azulados. Esse simples exercício revela a complexa e bela vida das estrelas, bem acima de nossas cabeças, todas as noites.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.