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Deputado do PSD sofre assaltado armado às 7h15 no Gasômetro

O deputado federal Luiz Paulo levou um susto e tanto na manhã de sexta-feira. Ele seguia para um evento oficial quando foi vítima de um assalto ousado no Rio de Janeiro. A situação, que ele mesmo descreveu como “cena de filme”, aconteceu em plena luz do dia e em uma via movimentada.

O parlamentar saiu de casa, no bairro do Humaitá, por volta das sete horas. Ele estava em um carro locado, com motorista. O destino era a Casa da Moeda, em Santa Cruz, onde participaria de uma cerimônia com o presidente Lula. O trajeto parecia tranquilo, mas a rotina foi interrompida de forma violenta minutos depois.

Tudo aconteceu na subida do Viaduto do Gasômetro, um local conhecido dos cariocas. Dois veículos, um Hyundai Creta e um Corolla, cercaram o carro do deputado. De repente, seis homens encapuzados desceram dos automóveis. A ação foi rápida, profissional e extremamente intimidatória.

Um assalto com cenário de filme

A abordagem teve um detalhe que causou confusão inicial. Um dos criminosos estava armado com um fuzil e vestia uma roupa preta com a inscrição “Polícia Civil”. Por um instante, Luiz Paulo achou que se tratava de uma blitz policial legítima. Essa impressão, no entanto, durou poucos segundos.

A farsa caiu quando os homens começaram a gritar ordens agressivas. Eles exigiram que o deputado, chamado de “coroa”, saísse do veículo. A cena, segundo ele, era surreal: homens de touca ninja, em plena hora do rush, agindo com frieza enquanto outros motoristas observavam. O clima de tensão era palpável.

Os bandidos levaram o celular pessoal de Luiz Paulo, que estava no console do carro. Também roubaram um blazer que estava no banco traseiro. O motorista do parlamentar não escapou: teve todos os seus pertences levados. A ação foi meticulosa e focada em bens materiais de valor.

A decisão que evitou uma tragédia

Em seu relato, o deputado fez uma reflexão importante. Ele revelou que não costuma andar com seguranças ou escolta armada. No momento do assalto, essa ausência pode ter sido crucial. Sem nenhuma possibilidade de reação, a situação não escalou para um confronto.

Luiz Paulo ponderou sobre o que poderia ter acontecido. Se houvesse um segurança no carro, a tendência seria tentar revidar. Um tiroteio em uma via elevada e movimentada teria consequências imprevisíveis. O alívio por ninguém ter sido ferido foi a principal sensação após o trauma.

O episódio serve como um alerta sobre a violência urbana. Mesmo figuras públicas, em deslocamentos oficiais, estão sujeitas a esse risco. A sofisticação do golpe, com veículos similares e disfarces, mostra um nível preocupante de planejamento criminoso.

A rotina que precisou seguir após o trauma

Após o assalto, a prioridade imediata foi registrar o ocorrido. Luiz Paulo e seu motorista foram à 17ª Delegacia de Polícia, em São Cristóvão. Fazer o boletim de ocorrência é um passo burocrático, mas fundamental para as investigações. É a forma de oficializar o crime e alimentar as estatísticas.

Depois da delegacia, veio uma tarefa prática e urgente: a reposição do celular. Em um mundo conectado, perder o aparelho é mais do que um prejuízo material. Significa perder contatos, acesso a redes e parte da agenda. O parlamentar precisou ir a uma loja para comprar um novo telefone.

Apesar do susto, Luiz Paulo seguiu com seus compromissos. O evento na Casa da Moeda, que marcava os noventa anos do salário mínimo, continuou em sua agenda. A vida pública não para, mas episódios como esse deixam marcas. A sensação de insegurança, infelizmente, virou parte do cotidiano de muitos.

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