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Delegado comenta nova denúncia de estupro contra acusados do caso de Copacabana

A investigação sobre o estupro coletivo em Copacabana foi concluída pela polícia. Os quatro homens maiores de idade envolvidos estão presos e o processo judicial segue seu curso. O caso, que chocou o país, ganhou novos e perturbadores detalhes. Outras duas jovens vieram a público relatar crimes sexuais praticados pelos mesmos acusados.

As novas denúncias surgiram depois que as fotos dos quatro réus foram divulgadas pela mídia. O delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages, detalhou os dois novos episódios. Eles revelam um padrão de comportamento violento e repetitivo por parte do grupo.

A primeira dessas novas vítimas tinha apenas 14 anos quando foi violentada, em 2023. O cenário foi semelhante ao do caso de Copacabana. Um adolescente, que ela já conhecia, a levou até um apartamento. O local era de propriedade do pai de Mattheus Martins, um dos acusados que já está preso.

Lá, a jovem foi estuprada por vários rapazes. Entre eles, estava o próprio Mattheus. A mãe da vítima já prestou depoimento na delegacia. O relato é profundamente chocante e a investigação sobre esse episódio está apenas começando.

A vítima contou que, durante todo o tempo, pedia para ir embora e chorava. Os agressores, no entanto, só riam da situação. Eles filmaram todo o crime. Esse registro foi usado como instrumento de intimidação. Por medo do vídeo vazar, a jovem silenciou por todos esses anos.

A terceira vítima apresentou um contexto diferente. Ela também era estudante do Colégio Pedro II. O crime aconteceu durante uma festa de alunos, num salão alugado no bairro do Humaitá. Nessa ocasião, segundo o delegado, o único agressor foi Victor Hugo Simonin.

Não houve a participação de outros jovens nesse episódio específico. Em relação a esses dois crimes anteriores, há uma nuance legal importante. Mattheus e Victor Hugo eram menores de idade na época em que os atos aconteceram.

Por isso, apesar de hoje serem maiores, eles responderão por atos infracionais. O processo corre na Vara da Infância e da Adolescência. A justiça considerará a idade que tinham no momento dos crimes.

Sobre o caso principal de Copacabana, a investigação da delegacia está formalmente encerrada. Os quatro suspeitos foram capturados e estão presos no Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Eles aguardam a audiência de custódia e responderão pelos crimes.

Eles são acusados de estupro de vulnerável, com o agravante de a vítima ser menor de idade. A acusação inclui também o crime de cárcere privado. O adolescente envolvido, que teve a identidade preservada, está em liberdade.

Ele responde por ato infracional perante a justiça especializada. O episódio, ocorrido no dia 31 de janeiro, continua a repercutir. A coragem da vítima em denunciar abriu caminho para que outras vozes fossem ouvidas. A polícia segue apurando todos os fatos para que a justiça seja feita.

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