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De Assis Diniz celebra 3 anos da criação da Frente Parlamentar em Defesa da Agricultura Familiar, Pecuária e Pesca

Há três anos, o Ceará deu um passo importante para fortalecer quem realmente move o campo: a agricultura familiar, a pecuária e a pesca. Foi criada na Assembleia Legislativa uma frente parlamentar dedicada a dar voz política a esse setor. A iniciativa, liderada pelo deputado De Assis Diniz, reuniu parlamentares com um objetivo claro: colocar no centro do debate quem garante a segurança alimentar e gera renda no interior do estado.

A ideia era simples, mas poderosa: criar uma mesa de diálogo permanente. Nela, produtores, cooperativas, sindicatos e órgãos do governo poderiam se encontrar. O foco sempre foi conectar a política às necessidades reais do homem e da mulher do campo. Essa ponte direta evitou que decisões importantes fossem tomadas de forma distante da realidade.

O resultado foi um canal aberto para discutir melhorias concretas. Temas como crédito rural, assistência técnica e regularização de terras ganharam prioridade. A frente também virou espaço para debater infraestrutura, especialmente a hídrica, que é vital para o sertão. Esse ambiente de colaboração mostrou que, quando todos se escutam, os projetos saem do papel com mais força.

Uma agenda prática para o agro cearense

Recentemente, esse trabalho de escuta rendeu frutos muito concretos. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) levou à Assembleia um pacote com dez propostas. O encontro reuniu o presidente da Faec, Amílcar Silveira, o deputado De Assis e o presidente da Alece, Romeu Aldigueri. O tema central era claro: como desburocratizar e trazer mais segurança para quem investe no campo.

As sugestões foram diretas e focadas em problemas do dia a dia do produtor. Uma delas pede a modernização do ambiente regulatório, para que abrir um negócio ou regularizar uma propriedade não seja uma via sacra. Outra defende a indenização automática em casos de queda de energia, um prejuízo frequente que afeta a produção de leite, por exemplo.

A proposta também olhou para o futuro do estado. Ela sugere a interiorização da carcinicultura, levando a criação de camarões para novas regiões. E ainda propõe a criação de um Tribunal Administrativo Ambiental. A ideia é resolver conflitos de forma mais ágil, sem que cada questão vire um longo processo judicial. São medidas que buscam equilibrar produção e preservação.

Os números que mostram o crescimento

Todo esse esforço de diálogo e construção de políticas começou a refletir na economia. Dados do Ipece mostram que a agropecuária cearense cresceu 5,30% no terceiro trimestre deste ano. Esse desempenho foi superior ao de todos os outros setores e ajudou a puxar o crescimento do PIB estadual, que ficou em 2,25% no mesmo período.

Esse avanço não aconteceu por acaso. Ele é fruto de um conjunto de ações que incluem a atuação da frente parlamentar e políticas públicas estaduais alinhadas com as diretrizes federais. O objetivo sempre foi ampliar a produtividade sem abandonar o compromisso com a inclusão social e a sustentabilidade. A meta é fazer do agro um negócio forte e ao mesmo tempo justo.

O balanço desses três anos aponta para um setor que encontrou novo fôlego. A combinação entre diálogo constante e medidas práticas criou um ambiente mais estável para investimentos. Para o produtor rural, isso significa mais confiança para plantar, criar e empreender. O campo cearense segue escrevendo sua história com trabalho, perseverança e agora, com mais ferramentas para crescer.

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