Você sempre atualizado

Curiosidade da NASA parte de Campo Marte após histórica perfuração rumo ao Monte Sharp

Após uma longa temporada de trabalho em um cantinho especial de Marte, o rover Curiosity se despede de uma área apelidada de “Campo Marte”. A missão ali foi um sucesso, marcada pela 47ª perfuração realizada pelo robô explorador. Agora, com uma bagagem cheia de dados preciosos, ele retoma sua jornada em direção ao Monte Sharp, seu destino principal.

Essas paradas para perfuração são sempre um momento de pausa e foco. A equipe na Terra aproveita ao máximo cada dia, operando os instrumentos com precisão. Para os cientistas envolvidos, é um período de grande conexão com o local, quase como uma despedida ao seguir adiante.

O trabalho no local foi intenso e meticuloso. Após perfurar, a Curiosity usou seu laboratório interno para analisar a amostra. Os instrumentos CheMin e SAM foram acionados para desvendar a mineralogia e os gases da rocha, pistas sobre um possível passado úmido do planeta.

Enquanto isso, as câmeras e espectrômetros externos não pararam. Eles documentaram o local da perfuração, a poeira resultante e até outras rochas nos arredores. Cada imagem e cada análise química são peças de um quebra-cabeça maior sobre a história geológica de Marte.

Uma manobra impressionante envolveu o laser do ChemCam, que foi mirado em camadas de rocha com apenas milímetros de espessura, a vários metros de distância. O objetivo era comparar sua composição. Diferenças poderiam indicar mudanças ambientais no passado distante.

Além disso, o robô investigou uma rocha escura e errante, de aparência intrigante. Será que sua química é diferente do material ao redor? As respostas só virão com o processamento dos dados. Até mesmo um mosaico de imagens de longa distância pode bater um recorde da missão.

A câmera Mastcam registrou tudo ao redor em alta resolução, incluindo o local onde o excesso de amostra foi depositado. Outra tarefa crucial foi verificar se o mecanismo de perfuração estava completamente limpo, pronto para a próxima coleta.

O instrumento APXS, que analisa a composição química, passou um tempo extra medindo o material perfurado. A equipe quis aumentar a precisão dos dados, coletando informações por mais tempo do que o habitual. Foi um investimento valioso para a ciência.

Para finalizar, a câmera de close MAHLI fez uma sessão de fotos noturna, iluminando a área com seus LEDs. A imagem até mostra uma pequena pedrinha que ficou no compartimento – já batizada carinhosamente de “pedra de estimação” pela equipe.

Enquanto toda essa ciência ocorria, os sensores ambientais do rover não descansaram. Eles monitoraram a atmosfera, a poeira e a possível formação de redemoinhos. É um registro climático contínuo do planeta vermelho.

Com essa etapa concluída, a Curiosity agora se move colina acima. O próximo alvo já está no horizonte, com os cientistas citando estruturas sedimentares interessantes à frente. A jornada continua, impulsionada pela curiosidade que deu nome ao rover.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.