Os credores do empresário Nelson Tanure acabam de assumir parte de suas ações em duas empresas importantes. A movimentação aconteceu na Light, distribuidora de energia do Rio, e na Alliança Saúde, operadora de planos médicos. Essa troca de papéis é mais um capítulo na complexa situação financeira do investidor.
A decisão foi formalizada no último sábado através de comunicados oficiais às empresas. Os credores agora detêm participações significativas, mas afirmam que não querem ficar com elas no longo prazo. A ideia, segundo os próprios documentos, é vender essas participações no mercado.
Essa manobra não altera, por enquanto, o controle administrativo do dia a dia da Light. Já na Alliança Saúde, a história é diferente. Os fundos ligados a Tanure perderam o controle acionário da companhia. A operação transformou os novos acionistas também em grandes credores da empresa.
O que aconteceu com cada empresa
Na Light, a participação foi assumida pelo fundo Opus, que agora detém 9,9% do capital. O fundo deixou claro que a administração da distribuidora segue a mesma. O objetivo declarado é encontrar um comprador para esse pacote de ações. A transação ocorre em um momento delicado para o setor elétrico.
Na Alliança Saúde, a mudança foi mais profunda. O fundo Opus ficou com 49,11% do capital social. Outro fundo, o Infratelco, entrou com 10,72%. Juntos, eles também se tornaram credores da empresa por um valor que supera R$ 477 milhões. Parte desse valor pode ser convertida em mais ações futuramente.
Os fundos anteriores, ligados diretamente a Tanure, viram sua fatia encolher para apenas 6,96%. Com isso, perderam o controle acionário da operadora de saúde. Eles ficarão responsáveis por capitalizar um valor menor, de R$ 55,45 milhões. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
O pano de fundo das investigações
Toda essa movimentação tem relação direta com uma ordem judicial. Em janeiro, o ministro do STF Dias Toffoli determinou o bloqueio de bens de Nelson Tanure. O pedido partiu da Procuradoria-Geral da República. O valor envolvido nas investigações é astronômico.
As apurações focam em supostas fraudes no Banco Master, liquidado pelo Banco Central no fim do ano passado. A suspeita é de que tenham sido movimentados cerca de R$ 12 bilhões em créditos que não existiam. A justiça investiga se Tanure era um sócio oculto do banco.
A Polícia Federal também entrou em cena com a Operação Compliance Zero. Foram cumpridos mandados de busca, incluindo na casa do empresário, e seu celular foi apreendido no aeroporto. No total, a PF bloqueou bens avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões. As suspeitas incluem lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O histórico do investidor
Nelson Tanure é conhecido no mercado por um perfil específico. Ele costuma entrar em empresas com dificuldades financeiras ou endividadas. Seu portfólio já abrangeu setores como energia, saúde, mídia e telecomunicações. É uma estratégia de alto risco e retorno potencialmente alto.
Nos últimos anos, seu nome esteve ligado a companhias como a petrolífera PRIO, a construtora Gafisa e as operadoras TIM e Ligga. No passado, ele chegou a controlar veículos de imprensa tradicionais, como o Jornal do Brasil. Sua atuação sempre gerou atenção e, muitas vezes, polêmica.
O método frequentemente envolve estruturas societárias complexas e o uso de fundos de investimento. Isso permite um controle indireto sobre as empresas. Para o mercado, essa é uma das marcas registradas de suas operações nos últimos anos.
Quem é Nelson Tanure
Nascido em Salvador em 1951, ele se formou em Administração pela Universidade Federal da Bahia. Na vida pessoal, mantém um perfil reservado. Tanure é pai de quatro filhos e tem um lado cultural pouco divulgado: é apreciador de música clássica.
Ele chegou a atuar como vice-presidente da Orquestra Sinfônica Brasileira. Essa faceta contrasta com a imagem pública do investidor agressivo e especialista em reestruturações. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
Apesar da vasta experiência em recuperar empresas, seu nome agora está atrelado às investigações do Banco Master. O empresário, através de seus advogados, nega qualquer irregularidade. Ele também contesta qualquer vínculo de controle sobre a instituição financeira.
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