A exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana revelou novas informações. Marcas no pescoço da vítima chamaram a atenção dos peritos. Esses achados são considerados cruciais pela defesa da família.
O advogado da família descreve as marcas como equimoses, semelhantes a dedos. Para ele, isso reforça a tese de um feminicídio. Esses dados ainda são extraoficiais e aguardam inclusão nos autos.
A investigação já reúne outros elementos que apontam para o crime. O principal suspeito é o marido da vítima, tenente-coronel Geraldo Leite. Ele foi quem reportou o ocorrido como um suicídio.
O intervalo de tempo até o socorro
Uma vizinha relatou ter ouvido o disparo às sete e vinte e oito da manhã. Ela deixou um depoimento detalhado, pois tem o hábito de verificar a hora quando se assusta. O marido, porém, só acionou o serviço de emergência quase trinta minutos depois.
Esse lapso temporal é um dos pontos que gera questionamentos. Para a defesa da família, o tempo entre o barulho do tiro e o pedido de ajuda é excessivo. A demora naturalmente levanta dúvidas sobre as versões apresentadas.
Outro fato que causa estranheza é que o militar teria tomado banho após o ocorrido. Essa informação é considerada chave dentro do processo investigativo. A atitude é incomum para alguém que acaba de encontrar a companheira ferida.
Os detalhes que contradizem o suicídio
Os próprios socorristas que atenderam a ocorrência relataram suspeitas. Eles disseram que a cena lhes pareceu estranha para um caso de suicídio. Uma foto da vítima com a arma na mão foi anexada aos autos pelo advogado da família.
Na imagem, a policial segura uma pistola ponto 40, que está grudada em sua mão. O argumento é que, em um suicídio real, a arma não ficaria presa dessa forma. O impacto do disparo faria a vítima perder os sentidos e soltar a arma.
Horas após a morte, três mulheres policiais foram ao apartamento do casal. Elas foram chamadas para realizar uma limpeza no local. As agentes já prestaram depoimento confirmando essa ação, o que também é visto com ressalvas.
O andamento oficial das investigações
A Secretaria de Segurança Pública foi questionada sobre atualizações no caso. A pasta informou que as investigações seguem no Distrito Policial responsável. As autoridades aguardam agora os laudos da reconstituição e da exumação.
Todos os detalhes do processo estão sob sigilo judicial determinado. A polícia, portanto, não pode se manifestar livremente sobre as provas. O público deve aguardar a conclusão dos trabalhos periciais para ter um quadro mais claro.
O caso segue em aberto, com a expectativa de que os novos laudos tragam clareza. A família busca justiça, enquanto as instituições trabalham para esclarecer os fatos. A verdade só será estabelecida com todas as peças do quebra-cabeça.
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