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Copa Super 8 tem histórico de zebras e queda de favoritos

Em qualquer esporte, todo torneio mata‑mata guarda uma magia especial. É aquele formato onde o favoritismo teórico nem sempre se converte em vitória. Na Copa Super 8 do basquete brasileiro, essa regra é quase uma lei. A competição, que reúne os oito melhores do primeiro turno do NBB, vive de virar o jogo contra as previsões mais cuidadosas.

A lógica inicial parece simples: os times que terminaram no topo da classificação enfrentam os que ficaram nas últimas vagas. No papel, os melhores teriam vantagem. A realidade, porém, gosta de escrever roteiros diferentes. A história do Super 8 é repleta de reviravoltas que deixam os torcedores sem fôlego.

Essa imprevisibilidade é justamente o que torna o torneio tão cativante. Desde a sua primeira edição, os exemplos não faltam. Times que chegam com moral elevada podem tropeçar diante de equipes que pareciam ter chances menores. É um lembrete de que, dentro de quadra, só o desempenho na noite decide.

### A tradição das surpresas começou cedo

Logo na estreia do torneio, o Botafogo deu o tom do que estava por vir. O Pinheiros era o segundo colocado, com dez vitórias no primeiro turno. O alvinegro carioca havia conquistado apenas seis. A lógica apontava para uma vitória tranquila do time paulista. O jogo, contudo, seguiu outro caminho.

O Botafogo mostrou garra e superou as expectativas. Em uma partida disputada, a equipe carioca conseguiu uma vitória por 79 a 74. Foi um aviso para todos: no Super 8, o passado recente não garante nada. O presente se constrói em quarenta minutos de muita concentração e vontade.

No ano seguinte, foi a vez do Minas escrever seu capítulo surpresa. Classificado em sexto, o time mineiro tinha pela frente o São Paulo, em pleno Ginásio do Morumbi. O ambiente era intimidador, mas isso não parou a equipe visitante. Eles impuseram seu ritmo e saíram com uma vitória convincente por 82 a 68.

### O ano da zebra histórica

A edição de 2022 entrou para a história do torneio. O Franca era o campeão nacional vigente e receberia o Caxias do Sul, que havia pegado a última vaga disponível. Tudo indicava uma classificação tranquila para os francanos. O time gaúcho, no entanto, não via a partida como um mero protocolo.

A equipe da serra mostrou um basquete sólido e manteve o jogo equilibrado até os instantes finais. A dois minutos do fim, o placar ainda estava 86 a 85 para os donos da casa. O Caxias do Sul soube controlar os nervos na reta decisiva. Fechou o confronto com uma vitória por 91 a 87, em uma das maiores zebras da história da competição.

Esse resultado resume a essência do mata‑mata. Um detalhe técnico, uma cesta no momento certo, pode mudar toda a trajetória. O favoritismo, construído ao longo de meses, pode se desfazer em poucos segundos. É por isso que os jogadores falam tanto em “respeitar qualquer adversário”.

### A incrível campanha de 2024

A última edição trouxe outro exemplo inesquecível. O Unifacisa, da Paraíba, havia terminado o primeiro turno na sexta posição. Nas quartas de final, a equipe encarou justamente o poderoso Franca. Em uma partida eletrizante, os paraibanos venceram por 94 a 92, garantindo a classificação nos momentos finais.

Na semifinal, o desafio era ainda maior: enfrentar o Minas, segundo colocado, na Arena UniBH. Mais uma vez, a equipe mostrou sua resiliência. Com uma atuação impressionante, venceu por 91 a 86 e garantiu sua presença na final. Foi uma campanha que capturou a imaginação dos fãs.

Na decisão, o Flamengo foi campeão ao vencer por 83 a 77. Mas a grande história foi a trajetória do Unifacisa. Eles provaram que, com garra e trabalho coletivo, é possível sonhar alto. A campanha deles ficou como um legado para todas as equipes que, no futuro, entrarem no torneio como azarões.

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