A tranquilidade das vilas caiçaras de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, está sendo abalada por uma presença cada vez mais forte. Relatos de moradores mostram que o Comando Vermelho avança sobre essas comunidades tradicionais. A facção está ocupando pontos estratégicos e controlando atividades que vão além do tráfico.
Praias, trilhas e até estacionamentos passaram a ser áreas de influência do crime organizado. Homens armados circulam com frequência, mudando a rotina de locais conhecidos pela paz e beleza natural. A sensação de insegurança cresce entre quem vive do turismo e da pesca.
Uma das localidades mais impactadas é Trindade, vila dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Nos últimos meses, trocas de tiros entre policiais e criminosos foram registradas no local. A comunidade, que já lutou contra grandes empresas no passado, enfrenta agora um desafio complexo.
O impacto direto no turismo e na rotina
O domínio do tráfico começa a afetar diretamente a economia local, que depende dos visitantes. Casas de veraneio têm dificuldade para serem alugadas, e o lazer nas praias sofre interferência. Um turista que tentou alugar uma residência em novembro foi ameaçado por homens que se disseram da facção.
Eles afirmaram que o objetivo era impedir a entrada de outros grupos rivais no território. O caso virou um boletim de ocorrência, mas ilustra como o problema chegou à porta dos moradores. A convivência com essa realidade se torna parte do cotidiano.
Até estacionamentos comunitários já foram alvo de disputa. Em Trindade, um ponto foi dominado pelo tráfico e depois retomado pelos moradores. Apesar da reação, as denúncias não param. Trilhas de acesso a praias famosas, como a dos Ranchos, são usadas para atividades ilegais.
A expansão para outras praias e o centro histórico
O problema não se limita a Trindade. Outras enseadas paradisíacas, como Praia do Sono, Calhaus e Pouso da Cajaíba, também registram atuação da facção. Na Praia do Sono, barqueiros que fazem o transporte de turistas relatam a cobrança de uma taxa imposta pelo grupo.
Moradores se organizaram e fizeram uma manifestação contra esse abuso. A resposta veio através das redes sociais, com um perfil anônimo se identificando como do Comando Vermelho. A mensagem justificava a taxa como uma "reserva para emergências" e terminava com um tom claramente ameaçador.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. A presença da facção já é registrada até no centro histórico de Paraty. Em outubro, um suspeito foi preso na Ilha das Cobras, área próxima ao centro, e declarou pertencer ao grupo. O avanço parece não encontrar barreiras.
A situação preocupa porque une a violência do crime organizado à fragilidade de comunidades tradicionais. O silêncio de órgãos responsáveis pela gestão da área deixa os moradores ainda mais desamparados. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.
Enquanto isso, a vida nas vilas caiçaras tenta seguir seu curso, entre a pesca artesanal, o turismo e a sombra de um conflito que se aproxima. O desafio é preservar a cultura e a segurança de um dos litorais mais belos do país.
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