O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por uma cirurgia nesta quinta-feira. O procedimento corrigiu uma hérnia inguinal bilateral, uma condição comum que causa um abaulamento na região da virilha. Tudo ocorreu no hospital DF Star, em Brasília, e durou cerca de três horas, conforme informado por sua esposa.
A internação aconteceu na véspera do Natal para os exames pré-operatórios necessários. Esses check-ups confirmaram que o paciente estava em condições para a operação. O procedimento foi realizado na manhã do dia 25, começando por volta das nove e quarenta.
Alguns apoiadores se reuniram em frente ao hospital durante a manhã. Eles levaram uma bandeira do Brasil e fizeram orações pelo ex-presidente. O local também contava com a presença de policiais militares, garantindo a segurança do entorno.
O que é uma hérnia inguinal e como foi a cirurgia
Uma hérnia inguinal acontece quando um tecido da parede abdominal se enfraquece. Isso permite que parte do intestino ou gordura empurre para fora, formando uma protuberância visível. É um problema relativamente frequente, especialmente em homens, e pode causar desconforto ou dor.
A equipe médica optou por uma técnica cirúrgica tradicional para corrigir o problema. Eles não escolheram a laparoscopia, método menos invasivo. A decisão considerou o histórico de outras operações abdominais já realizadas pelo paciente.
Após a cirurgia, é necessário um período de recuperação da anestesia geral, que leva de uma hora e meia a duas horas. A previsão é que a internação hospitalar dure de cinco a sete dias. Esse tempo permite o acompanhamento médico adequado pós-operatório.
O contexto de saúde e a autorização para o procedimento
A saúde do ex-presidente demanda atenção constante devido a um grave episódio passado. O ataque a faca sofrido em 2018 durante a campanha eleitoral deixou sequelas. Em abril deste ano, por exemplo, ele precisou de uma longa operação para desobstruir o intestino.
Por estar atualmente cumprindo pena, ele precisou de uma autorização especial para deixar a carceragem. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi quem concedeu essa permissão. A decisão foi baseada em um laudo pericial que atestou a necessidade urgente da cirurgia eletiva.
O mesmo ministro indeferiu um pedido de prisão domiciliar feito pela defesa. A justificativa foi que o local onde ele está custodiado fica muito próximo do hospital. Essa proximidade garantiria um deslocamento rápido em caso de qualquer emergência médica.
Os próximos passos e os cuidados durante a internação
Os médicos também avaliam tratar um problema persistente: crises de soluços. Eles estudam a conveniência de um bloqueio anestésico no nervo frênico, que controla o diafragma. Contudo, esse procedimento será reavaliado somente após a recuperação da cirurgia de hérnia.
Enquanto estiver internado, Bolsonaro poderá receber visitas de familiares próximos. A lista inclui a esposa, Michelle, e os filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura. No entanto, fica proibido o uso de celulares, computadores ou qualquer aparelho eletrônico no quarto.
A segurança durante toda a estadia no hospital ficará a cargo da Polícia Federal. Haverá pelo menos dois policiais federais posicionados na porta do quarto do paciente. Equipes adicionais ficarão de prontidão nas áreas interna e externa da unidade hospitalar.
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