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Cid rejeita convite para ser candidato e insiste em Junior Mano para o Senado

O cenário político cearense ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira. Em um almoço com lideranças partidárias em Fortaleza, o senador Cid Gomes deixou sua posição bastante clara. Ele não será candidato à reeleição neste ano, como queriam alguns deputados estaduais de seu partido.

A decisão põe fim a uma especulação que vinha ganhando corpo nos bastidores. Cid Gomes preferiu reafirmar publicamente o apoio que já vinha dando a outro nome. Seu escolhido para a disputa por uma vaga no Senado é o deputado federal Júnior Mano, também do PSB.

O encontro aconteceu no restaurante Pulcinella e serviu para alinhar as expectativas. O senador foi direto ao ponto, pedindo confiança aos presentes sobre sua condução do processo. A mensagem central foi de união em torno de uma candidatura única, evitando desgastes internos antes da hora.

O apoio firme a Júnior Mano

Durante a conversa, Cid Gomes foi enfático ao dizer que Júnior Mano será o nome defendido por ele. A definição oficial de candidaturas só acontece em julho, nas convenções partidárias. Mas a declaração antecipada tem um peso estratégico importante, pois consolida o parlamentar como o principal nome da legenda.

O senador também aproveitou para descartar rumores sobre uma possível saída do deputado e de aliados próximos do PSB. Ele afirmou que Júnior Mano, sua esposa, a deputada Giordanna Mano, e o ex-prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves, permanecem na sigla. O movimento busca fechar o cerco e mostrar solidez na base de apoio.

A estratégia parece ser a de projetar Júnior Mano com força total desde agora. Em um cenário eleitoral competitivo, ter o aval de uma figura experiente como Cid Gomes é um trunfo valioso. A manobra visa construir uma trajetória sólida muito antes do início oficial da campanha.

As peças no tabuleiro maior

A articulação não para no PSB. Cid Gomes também comentou os possíveis desdobramentos nas alianças estaduais. Ele mencionou que, se a Federação União Progressista decidir apoiar a reeleição do governador Elmano Freitas, do PT, um acordo natural surgiria.

Nesse caso, uma das duas vagas ao Senado ficaria com Moses Rodrigues, do União Brasil. O senador deixou claro que não colocaria qualquer veto a esse nome. A declaração revela a disposição para negociações mais amplas, pensando na composição de forças para outubro.

O jogo eleitoral é dinâmico e as conversas evoluem a cada semana. O que se vê agora é a movimentação das peças principais no xadrez político. As definições de hoje desenham os contornos das campanhas que vamos acompanhar nos próximos meses, sempre com novos capítulos a surgir.

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