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Cid Gomes e Lula não se falam há oito anos por causa de Ciro e podem se encontrar

Há oito anos, uma amizade política importante vive no silêncio. De um lado, o presidente Lula. Do outro, o senador Cid Gomes. O motivo desse afastamento prolongado está ligado a promessas não cumpridas e lealdades familiares, em um episódio que remodelou relações no cenário nacional.

Tudo começou em meio às articulações para a eleição presidencial de 2018. Naquele momento, conforme relatado por aliados próximos, havia uma expectativa de apoio do PT à candidatura de Ciro Gomes, irmão mais velho de Cid. O cenário político, no entanto, tomou um rumo diferente.

Lula, então impedido de concorrer, optou por lançar Fernando Haddad como candidato do partido. Essa decisão foi sentida como uma quebra de acordo pelos irmãos Gomes. O ressentimento não ficou só no discurso de Ciro, que passou a criticar abertamente o petista.

Cid Gomes, mesmo sendo um aliado histórico de Lula no Ceará, seguiu o caminho do irmão. O senador também passou a fazer críticas públicas naquele contexto conturbado. Desde o primeiro dia de janeiro de 2017, nenhum diálogo formal ocorreu entre o parlamentar e o presidente.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. A ruptura foi tão séria que, mesmo com a volta de Lula à Presidência, o senador permaneceu distante. Enquanto outros líderes políticos lotavam a agenda do Planalto, Cid não conseguiu uma única audiência.

Curiosamente, o tratamento administrativo ao senador nunca foi prejudicado. Seus pleitos por recursos e emendas parlamentares são atendidos com normalidade, sem os atrasos que às vezes afetam outros congressistas. A máquina do governo parece separar a política da gestão.

Apesar do gelo político, pontes nunca foram totalmente queimadas. Nos bastidores, muitas tentativas de reaproximação foram feitas por interlocutores comuns. O objetivo sempre foi reconstruir um diálogo produtivo, essencial para a governabilidade e para o Ceará.

Agora, um gesto concreto pode derreter o longo inverno entre eles. Lula enviou um recado claro a Cid Gomes: um convite para que ele esteja ao lado da Presidência na próxima visita ao estado. O momento escolhido é simbolicamente poderoso.

A ocasião será a entrega das obras do Cinturão das Águas, um projeto de transposição estadual idealizado e iniciado pelo próprio Cid em seu período como governador. A presença do senador no evento seria mais do que um aceno, seria um reconhecimento público.

Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec. Esse reencontro teria um peso eleitoral imediato. Analistas entendem que o gesto sinalizaria, de forma definitiva, o apoio de Cid Gomes ao governador Elmano de Freitas, que buscará a reeleição.

Elmano é um aliado de Lula e herdeiro político do grupo do PDT cearense, do qual os Gomes fazem parte. O apoio de Cid é considerado um dos trunfos para consolidar a campanha no estado. Sem ele, a articulação fica mais complicada.

A expectativa no círculo político é grande. Um aperto de mão entre Lula e Cid Gomes encerraria um capítulo de desavenças e abriria outro de colaboração. O tempo, e a disposição de ambos, dirão se o convite foi aceito.

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