Em um almoço de família comum, a conversa gira em torno do dia a dia, lembranças e planos simples. Mas imagine se, à mesa, estivessem reunidos alguns dos nomes mais influentes da política cearense dos últimos tempos. O cenário seria um verdadeiro retrato da trajetória do estado, com ex-governadores, ex-prefeitos e um atual senador de popularidade expressiva compartilhando o mesmo espaço.
Essa reunião familiar vai além de um simples encontro. Ela simboliza um legado político construído ao longo de décadas, que agora se vê diante de um momento decisivo. A pergunta que paira no ar é sobre quem será capaz de conduzir esse patrimônio de influência e projetos para o futuro, unindo gerações e visões.
A responsabilidade de mediar esse diálogo e tentar costurar um caminho comum recai sobre o senador Cid Gomes. Com uma carreira sólida e capital político acumulado, ele surge como a figura que tenta realinhar a família ao eixo de um projeto de desenvolvimento que ajudou a criar. Sua missão não é das mais fáceis, mas parece inevitável.
O papel do articulador em cena
Cid Gomes não é apenas um observador nessa história. Ele é, na prática, o principal articulador do projeto de governo que está em execução no Ceará hoje, um plano que teve sua origem em gestões anteriores, incluindo a de seu irmão, Ciro Gomes. O senador carrega a bagagem de quem idealizou muitas das metas que ainda estão em andamento.
Por isso, seu esforço para reunir a família tem um objetivo claro e prático. Trata-se de garantir continuidade e força política para um conjunto de obras e iniciativas estratégicas, cujos frutos devem ser colhidos nos próximos anos. É uma tentativa de transformar o legado familiar em benefício concreto para a população.
Aceitar esse convite para atuar em conjunto é, naturalmente, uma decisão individual de cada um dos envolvidos. A política, como sabemos, é feita de alianças e também de escolhas solitárias. O gesto de Cid, porém, fica registrado como uma tentativa de preservar algo maior do que interesses momentâneos.
As cartas na mesa para 2026
O que está em jogo, especificamente? São grandes obras e projetos já planejados e com entrega prevista para 2026, um ano eleitoral crucial. O Cinturão das Águas, por exemplo, é uma obra vital para a segurança hídrica de várias regiões. Hospitais e mais de cento e vinte escolas em tempo integral prometem impactar diretamente a qualidade de vida.
A lista segue com investimentos em energia, como o linhão e projetos de hidrogênio verde, e no setor produtivo, com atração de data centers, fábricas de calçados, confecções e montadoras. São ações desenhadas para gerar emprego, renda e desenvolvimento econômico de longo prazo para o estado.
Cid Gomes coloca tudo isso na mesa, junto com a história familiar. Cabe aos outros decidirem como jogar. Enquanto isso, ele segue seu trabalho, consciente de que, independente do desfecho, estará em campo em 2026. Seu movimento, arriscado ou não, é um capítulo a mais na complexa e rica política cearense.
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