A China decidiu limitar a quantidade de carne bovina que compra de outros países. A nova regra começa no dia primeiro de janeiro e vale por três anos. O objetivo é proteger os pecuaristas locais, que reclamavam da concorrência estrangeira.
A medida cria um limite máximo de importação para cada país fornecedor. Quem exportar mais do que a cota permitida vai pagar uma tarifa extra de 55%. Essa taxa vem além dos impostos normais que já existiam.
Os volumes que não forem usados em um ano não podem ser aproveitados no seguinte. O governo chinês também afirmou que pode ajustar as regras ao longo desse período de três anos. É uma forma de tentar controlar o mercado interno.
Como ficam as cotas por país
O Brasil, que é o maior fornecedor de carne bovina para a China, recebeu a cota mais generosa. Em 2026, poderá enviar 1,106 milhão de toneladas sem a tarifa extra. Esse número sobe um pouco nos dois anos seguintes. O país é responsável por quase metade de toda a proteína que os chineses importam.
Só para você ter uma ideia, o volume exportado pelo Brasil em 2024 já foi maior que essa cota. Até novembro deste ano, foram 1,499 milhão de toneladas. Isso mostra como o mercado vinha aquecido. Agora, se a produção continuar nesse ritmo, parte dela pode ficar sujeita ao imposto adicional.
Outros grandes players também tiveram seus limites definidos. A Argentina poderá exportar até 511 mil toneladas no próximo ano. Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos completam a lista dos principais afetados. Cada um terá seu próprio teto para vender sem penalidades.
O impacto por trás da decisão
O Ministério do Comércio da China foi claro ao explicar a razão da medida. Eles alegam que o aumento das importações estava causando graves danos à pecuária nacional. A entrada de carne estrangeira em grande volume pressionava os preços pagos aos produtores locais.
A investigação que levou a essa decisão começou no final do ano passado. Foi uma resposta direta aos apelos dos criadores de gado chineses. O governo analisou dados que relacionavam o crescimento das compras externas com os prejuízos dentro do país.
Como parte da ação, a China vai suspender temporariamente parte do acordo de livre comércio que tem com a Austrália, no que diz respeito à carne bovina. No entanto, o ministério deixou a porta aberta para revisões. O tom é de que se trata de uma ferramenta de ajuste, não de uma barreira permanente.
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