A China respondeu às declarações dos Estados Unidos sobre o acordo comercial entre os dois países. O governo chinês afirmou que cumpriu seus compromissos e alertou contra novas tarifas. A situação revela a tensão persistente na maior relação econômica do mundo.
O anúncio foi feito pelo Ministério do Comércio da China nesta quarta-feira. A pasta reagiu aos comentários do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. Ele sinalizou a continuação de uma investigação sobre o cumprimento do acordo.
Pequim deixou claro que tomará as medidas necessárias se Washington impuser novas tarifas. O governo chinês baseia sua posição no que chama de espírito contratual. Essa troca de farpas acontece em um momento delicado para o comércio global.
O que diz a China sobre o acordo
Desde que o acordo entrou em vigor, a China afirma ter honrado suas promessas. Isso aconteceu mesmo com os grandes desafios dos últimos anos. A pandemia e as quebras nas cadeias de suprimento complicaram a economia mundial.
O país diz ter implementado medidas importantes de proteção à propriedade intelectual. Também abriu seus mercados financeiro e agrícola para produtos norte-americanos. A expansão da cooperação comercial foi um ponto constantemente promovido.
Esses passos, segundo Pequim, mostram um compromisso sólido com o entendimento bilateral. O governo chinês espera que os Estados Unidos reconheçam esses esforços. A visão de um parceiro confiável é central para a narrativa chinesa.
As acusações contra os Estados Unidos
Em contrapartida, a China acusa os Estados Unidos de criar obstáculos. A principal queixa é o endurecimento dos controles de exportação de tecnologia. Essas restrições afetam setores sensíveis e estratégicos para Pequim.
Outro ponto criticado é a ampliação de barreiras a investimentos bilaterais. Medidas de contenção em áreas econômicas também são mencionadas. Juntas, essas ações, na visão chinesa, violam o espírito do acordo inicial.
Essas práticas prejudicariam as condições básicas para a implementação do tratado. Criam um ambiente de desconfiança em vez de cooperação. São vistas como um movimento unilateral que desequilibra a relação.
O caminho das negociações e o futuro
Os dois lados já realizaram cinco rodadas de consultas desde o ano passado. Nessas conversas, alcançaram consensos em temas práticos e urgentes. A extensão da suspensão de tarifas recíprocas foi um deles.
Questões como comércio agrícola e redução de restrições a investimentos também avançaram. Esses diálogos mostram que o canal de comunicação permanece aberto. São uma tentativa de gerenciar as diferenças de forma pragmática.
A China espera que os Estados Unidos ajam de forma objetiva e racional. O pedido é para evitar a transferência de responsabilidades e o confronto. O futuro do acordo dependerá muito da próxima movimentação de Washington.
A bola agora parece estar com o governo norte-americano. Qualquer decisão sobre novas tarifas pode reacender uma guerra comercial aberta. Pequim se diz pronta para defender seus interesses com todas as medidas necessárias.
Enquanto isso, a expectativa é pelo desenrolar dos acontecimentos. O comércio global acompanha com atenção cada declaração. A calmaria relativa dos últimos meses pode estar prestes a mudar.
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