A situação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro esquentou de vez. Nesta sexta-feira, os deputados da Comissão de Constituição e Justiça se reúnem para um debate crucial. Eles vão analisar a prisão preventiva do presidente da casa, o deputado Rodrigo Bacellar.
A decisão saiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal prendeu Bacellar na última quarta-feira. A suspeita é grave: ele teria vazado dados sigilosos de uma grande operação.
Agora, os sete integrantes da CCJ precisam dar um parecer formal. Eles vão votar um projeto de resolução sobre o caso. Esse documento vai definir se o presidente deve ficar afastado do mandato e permanecer preso.
O papel da comissão
A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli. A reunião começa às três da tarde. O trabalho deles é técnico, mas tem um peso político enorme.
Eles vão examinar os detalhes legais da decisão judicial. O parecer da CCJ não é a palavra final, mas serve como um forte indicativo. Ele será levado para o plenário geral na próxima segunda-feira.
São os 69 deputados estaduais que terão a última palavra. Eles decidem se mantêm ou não a prisão do colega. É um momento delicado, que testa os mecanismos internos do legislativo fluminense.
As acusações do ministro
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Unha e Carne. Em seu despacho, o ministro Alexandre de Moraes foi enfático. Ele citou que os fatos narrados pela PF são de extrema gravidade.
A alegação é que Bacellar agiu para obstruir investigações. Ele estaria interferindo em ações contra uma facção criminosa. O ministro viu risco de continuidade das atividades ilegais.
Moraes também mencionou possível influência no Poder Executivo estadual. Por isso, decretou o afastamento imediato do deputado da Alerj. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.
O caso da Operação Zargun
O vazamento de informações seria relacionado à Operação Zargun. Ela foi deflagrada em setembro e mirou a cúpula do Comando Vermelho. O alvo principal era o complexo do Alemão.
A investigação desmontou um esquema internacional de tráfico. Envolvia armas, drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 18 mandados de prisão na ação.
A polícia também realizou 22 buscas e apreendeu bens. O valor sequestrado chega a impressionantes 40 milhões de reais. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec.
Os envolvidos na trama
Entre os alvos estava o deputado estadual Thiego Raimundo, o TH Joias. Ele é apontado como o articulador político da facção dentro da Assembleia. Sua função seria facilitar negócios para o grupo.
Segundo as investigações, ele intermediou a compra de fuzis e equipamentos. Também indicou a esposa de um traficante para um cargo parlamentar. A rede era extensa e bem conectada.
A lista inclui o tesoureiro da facção, uma liderança conhecida como Pezão, e um ex-subsecretário estadual. Até um delegado da PF e policiais militares são investigados por fornecer proteção.
O que diz a imunidade parlamentar
Em 2019, o Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão importante. Estendeu aos deputados estaduais as mesmas imunidades dos federais. Isso mudou o jogo dentro das assembleias legislativas.
Com base nisso, a Alerj tem o poder de anular prisões decretadas pela Justiça. É um instrumento raro, mas que agora está em discussão. O caso de Bacellar vai testar esse limite.
Aliados do presidente preso acreditam que a casa vai soltá-lo. Eles afirmam, em off, que ele tem influência suficiente para reverter a situação. A política carioca vive mais um capítulo de tensão.
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