O Banco de Brasília tem uma missão urgente para os próximos dias. A instituição precisa apresentar ao Banco Central um plano para fortalecer suas contas. A ideia é adicionar pelo menos cinco bilhões de reais ao seu patrimônio, deixando tudo mais sólido.
Esse reforço financeiro precisa ser executado em, no máximo, seis meses. O objetivo é claro: garantir que o banco continue firme e afaste qualquer sombra de desconfiança. Tudo isso para preservar a credibilidade de uma instituição importante, controlada pelo governo local.
A situação atual é um reflexo direto de operações realizadas no ano passado. Na época, o BRB desembolsou uma grande quantia para comprar carteiras de crédito de outro banco. Só que, depois, descobriu-se que o negócio teve valores bem questionáveis.
A origem da necessidade de capital
Tudo começou no final de 2024, quando o BRB fez grandes desembolsos. Os recursos foram usados para adquirir carteiras de crédito do Banco Master. Na superfície, parecia uma operação financeira comum entre instituições.
O problema veio à tona meses depois. As mesmas carteiras compradas pelo BRB haviam sido adquiridas pelo Master por menos da metade do valor. Ou seja, o banco brasiliense pagou um preço muito acima do mercado na transação.
Para piorar, o Master nem havia quitado a compra original desses créditos. Mesmo assim, ao revendê-los ao BRB, recebeu o pagamento à vista. Essas inconsistências fragilizaram o balanço do banco público, mesmo que ele não corra risco de falência imediata.
O papel do controlador e a segurança
Uma informação traz certo alívio aos correntistas. O governo do Distrito Federal é o acionista controlador do BRB, com mais de 71% do capital. Isso reduz muito o risco sistêmico da situação.
Isso significa que o ente público tem patrimônio para socorrer o banco, se for necessário. É uma rede de segurança importante, que dá mais estabilidade à instituição em um momento delicado.
No entanto, o reforço de capital segue sendo essencial. Ele é necessário para que o BRB continue atendendo a todas as regras de solidez do sistema bancário. A medida é preventiva e visa manter a saúde financeira da instituição em dia.
O desfecho do Master e as investigações
A outra ponta dessa história já teve um desfecho. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após uma grave crise de liquidez. Ele simplesmente não conseguia mais honrar seus compromissos com clientes.
Ao longo de 2025, o BRB ainda tentou adquirir parte relevante do Master. A operação teve apoio público do governador, mas foi barrada pela autoridade monetária. O caminho da aquisição total estava fechado.
Entre 2024 e 2025, o BRB já havia injetado 16,7 bilhões de reais no Master. Agora, o Ministério Público apura indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Investigadores acreditam que parte dos recursos foi para carteiras problemáticas e sem garantias reais. O caso segue sob os holofotes.
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