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Casal acusa ICE de jogar gás lacrimogênio em carro com seus 6 filhos

Uma família com seis crianças dentro do carro se viu no meio de um protesto nos Estados Unidos. Os pais, Shawn e Destiny Jackson, voltavam de um jogo de basquete quando foram surpreendidos por um grande confronto. A confusão aconteceu em Minneapolis, cidade que tem sido palco de tensões recentes.

Ao tentar sair da rua bloqueada, o casal foi cercado por agentes de imigração federal. No lugar de orientação, veio a violência. Os oficiais lançaram gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral diretamente contra a multidão, atingindo o veículo da família.

Uma explosão forte sacudiu o carro, acionando os airbags. Uma lata do dispositivo químico rolou para debaixo do automóvel, prendendo todos dentro enquanto a fumaça se espalhava. A situação, já assustadora, tornou-se crítica rapidamente.

O desespero dentro do veículo

Dentro do carro, o pânico tomou conta. “Sentíamos que nossos pulmões estavam queimando”, contou Shawn Jackson. Dois de seus filhos têm asma grave, condição que piora drasticamente com a inalação de gases. A família tentou de tudo, mas água não aliviava a ardência.

Sem conseguir respirar ou enxergar, a única saída foi arrombar uma das portas. A mãe, Destiny, agiu por instinto. Mesmo desorientada, deu voltas no carro para puxar cada criança para fora. Vizinhos solidários correram para ajudar, levando os oito para dentro de uma casa próxima.

O caos não parou aí. O bebê de seis meses da família ficou inconsciente por causa do gás. Enquanto isso, outras pessoas jogavam leite nas crianças para tentar neutralizar os efeitos químicos. Cada segundo era crucial.

A luta para salvar o bebê

Destiny realizou reanimação cardiopulmonar no filho pequeno. Ao telefone, os serviços de emergência davam instruções à distância. Foi um momento de terror, com a vida da criança dependendo de cada compressão no peito.

Felizmente, o bebê recobrou a consciência. Ele e outros três irmãos mais afetados foram levados ao hospital com os pais. A família toda conseguiu retornar para casa no dia seguinte, mas ainda vive com o trauma. Eles simplesmente não sabem por que foram alvo daquela ação.

Até agora, as autoridades de imigração não se pronunciaram sobre o caso. O silêncio oficial contrasta com a gravidade do que aconteceu. Enquanto isso, a tensão política no estado só aumenta.

Ameaças e um contexto de violência

O ex-presidente Donald Trump ameaçou intervir diretamente na situação. Ele pressionou autoridades locais a controlarem os protestos, sob risco de usar a Lei de Insurreição. Esta lei permitiria o envio de tropas federais ao estado.

Em suas redes sociais, Trump chamou Minnesota de “politicamente corrupto” e prometeu acabar com a “farsa”. Ele ainda citou, sem identificar, um juiz que teria se recusado a bloquear as operações dos agentes de imigração na região.

Este clima já teve consequências trágicas. No começo do ano, uma mulher de 37 anos, Renee Nicole Good, foi morta a tiros por um agente durante uma discussão. A insatisfação da população local, portanto, tem motivos profundos.

Um ciclo que parece não ter fim

Na mesma noite do ataque à família, outro imigrante foi baleado. Um venezuelano levou um tiro na perna após, segundo o Departamento de Segurança Interna, atacar um policial com uma pá. Seu estado de saúde não foi divulgado.

Informações inacreditáveis como estas mostram um cenário de confronto que se arrasta. As operações de imigração seguem intensas, e a população está no meio do fogo cruzado. Para famílias como a dos Jackson, o passeio trivial virou um pesadelo.

O estado de Minnesota vive dias difíceis. A promessa de uma ação federal mais dura paira no ar, enquanto histórias de violência continuam a surgir. O caminho para a calmaria parece longo e incerto.

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