A política cearense anda agitada por rumores que circulam nas redes e em alguns programas de rádio. Conversas sobre uma possível troca de candidato ao governo do estado ganharam força nas últimas semanas. O clima de especulação chegou a um ponto que exigiu posicionamento público de figuras centrais no cenário local.
O chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, tem se manifestado contra essas informações. Ele classifica as notícias que dão como certa a saída do governador Elmano de Freitas da disputa pela reeleição como fake news. Para ele, a disseminação desses boatos prejudica o clima político e confunde a população.
O alvo principal das críticas de Vieira é o ex-presidenciável Ciro Gomes. Com influência na mídia nacional, Ciro tem alimentado a dúvida em suas aparições públicas. A tese repetida por ele é a de que o ministro Camilo Santana acabaria por "trair" o governador e se lançar candidato. A estratégia não é um anúncio direto, mas o plantio constante de uma incerteza.
A resposta oficial ao boato
Enquanto os rumores ganhavam corpo, o próprio ministro Camilo Santana decidiu esclarecer sua situação. Em entrevistas a veículos como Globo, CNN e Folha de São Paulo, ele anunciou seus planos. No próximo dia 2 de abril, ele deixará oficialmente o cargo de Ministro da Educação.
A saída do ministério, no entanto, tem um objetivo muito claro e coletivo. Camilo explicou que integra um grupo de cerca de vinte ministros que deixarão o governo federal. A missão de todos será trabalhar de forma dedicada pela reeleição do presidente Lula em seus respectivos estados.
E qual será o seu trabalho específico no Ceará? O ex-governador foi enfático: "Vou para as ruas com Elmano pela sua reeleição". O plano é mostrar à população as realizações do governo estadual e do governo federal, fazendo um comparativo direto com as propostas da oposição. Após o período de campanha, ele retornará ao seu mandato no Senado Federal.
A defesa da chapa e a estratégia
Diante das perguntas persistentes sobre uma suposta candidatura própria, Camilo Santana manteve a calma. Em todas as oportunidades, respondeu com tranquilidade e um sorriso, sem demonstrar irritação. A pergunta sobre ser o candidato único capaz de vencer a eleição lhe foi feita repetidas vezes.
Sua resposta, sempre a mesma, não deixou margem para interpretações dúbias. "O Elmano é o candidato e vence no primeiro turno", afirmou categoricamente. A declaração serve para cortar pela raiz qualquer expectativa de mudança de planos no campo governista.
Para o ministro, o caminho para a vitória é simples e depende apenas do trabalho de comunicação. Basta, em suas palavras, que o governo mostre à sociedade tudo o que foi realizado nos últimos anos. Acredita que o registro concreto das obras e ações será o argumento mais poderoso para garantir a continuidade do projeto.
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